COMO FACILITAR A ADAPTAÇÃO ESCOLAR

As aulas nem retornaram ainda, estamos no curso de férias, mas já me deparei com casos de crianças que apresentam ansiedade relacionada ao período de volta às aulas.

Infelizmente, é muito comum a criança apresentar ansiedade nessa fase. Por isso, deixarei registrada as orientações que passei para a mãe para caso seu filho esteja apresentando algo parecido, você também aplicar por que tenho certeza de que você ajudará muito seu pequeno nesse momento.

Voltar às aulas, ou no caso especial dessa criança que atendi hoje, iniciar a vida escolar numa nova instituição pode despertar uma série de emoções na criança.

Imagine você começando no seu novo emprego. Por mais que você tenha boas expectativas, o “novo” sempre causa aquele “frio na barriga”. Com a criança, não é diferente! Vários são os motivos que podem contribuir para a criança apresentar ansiedade:

  • Terei amigos na minha turma?
  • Será que vou gostar da minha professora?
  • Será que minha professora vai gostar de mim?
  • E seu eu me perder na escola?
  • E se eu não conseguir executar alguma atividade?
  • O que eu faço com a saudade que vou sentir da mamãe/papai?

Além de tudo que a criança sente que está “perdendo” no momento de ir ou de retornar à escola: dias gostosos de férias, praia, piscina, brincadeiras, casa de avós, overdose de papai e mamães, passeios fora de hora… enfim… Ela precisa trocar tudo por uma rotina mais rigorosa, atividades direcionadas, amigos novos… e nesse momento, a criança pode experimentar um aumento de ansiedade.

Fiquem atentos aos comportamentos dos seus filhos nessa fase, por que conforme costumo dizer, eles têm bastante dificuldade em verbalizar e costumam manifestar nos seus próprios comportamentos essa ansiedade. Notem se:

  • Apresentam “tiques” ou manias;
  • Ficam mais calados, introspectivos;
  • Alterações no padrão de se alimentar;
  • Tornam-se menos cooperativos, mais argumentativos;
  • Aumentam comportamentos de rebeldia;
  • Alterações nos padrões de sono;
  • Ficarem mais apegados aos pais;
  • Apresentarem dores rotineiras

Lembre-se do que sempre falo por aqui: O COMPORTAMENTO INFANTIL É UMA DAS POSSÍVEIS LINGUAGENS DA CRIANÇAS: http://milenaloguercio.com.br/comportamento-infantil-e-uma-das-possiveis-linguagens-das-criancas/

Precisamos ficar alertas ao que eles demonstram e não somente ao que ele dizem!

Caso esteja acontecendo algo parecido com seu filho, algumas dicas que possam ajudar a reverter esse quadro são:

1- PROGRAME-SE PARA SAIR DE CASA COM CALMA, SEM PRESSA:

Estamos falando de ansiedade. Imagine você fazer tudo correndo, sair correndo, chegar na escola quase ou até mesmo atrasado, fazer a criança chegar no meio de uma aula já iniciada e ansiosa por que claro, ela sentiu toda essa energia da correria.

UMA ATIVIDADE PARA AUXILIAR NESSA ETAPA: Planeje o dia com antecedência. Caso seu filho estude no período da manhã, programe-se no dia anterior. Já deixe as roupas separadas, o lanche pré preparado, a mochila pronta; ou seja, tire tudo que é possível adiantar do seu caminho.

2- NÃO DEIXE DE LEVÁ-LO NA ESCOLA NESSE PERÍODO:

Alguns pais tendem a sentir muita dificuldade ao ver o “sofrimento” temporário do seu filho e acabam cedendo aos apelos de “não quero ir para escola”; “deixa eu faltar só hoje”, “quero ficar aqui com você”…

Quando você atende aos pedidos da criança, você acaba reforçando o comportamento “não ir à escola”, assim cada vez mais a criança aperfeiçoará os apelos para conseguir ficar em casa.

Agora vamos refletir: se a questão é a ansiedade que ela luta contra, imagine você quando há uma expectativa de “conseguir faltar hoje”. Ao invés de ajuda-la a diminuir a ansiedade, eu aumento proporcionalmente à expectativa.

Além disso, a falta de frequência acarreta numa série de outros problemas: a criança perde aquele momento onde todas elas estão ali com os mesmos questionamentos e dificultam a construção do vínculo professor/aluno.

UMA ATIVIDADE PARA AUXILIAR NESSA ETAPA: Sente com a criança, liste suas inseguranças, você pode escrevê-las para ele ou ele pode desenha-las. Depois disso, arrumem um destino para que elas desapareçam! Pode rasgar e jogar em um lugar combinado com a criança, podem queimar numa fogueira, podem colocar num cofrinho de trancar “para que nunca mais saiam daqui para te incomodar”. Faça algo que faça sentido para a criança expulsar o problema da vida dela.

3- FIQUE CERTA(O) DE QUE AS NECESSIDADES BÁSICAS DO SEU FILHO ESTÃO ATENDIDAS:

Lidar com tanta novidade é mais tranquilo quando não estão com sono, quando estão descansadas, quando não estão com fome.

Uma das possíveis reações de ansiedade é alteração da alimentação. Uma criança que está comendo pouco pode sentir-se de mau humor e aumentar ainda mais sua ansiedade.

Alguns dias antes do início das aulas (uma semana a 10 dias), recomece os horários que costuma praticar durante a época de aula. Coloque-o para dormir num período em que você tenha certeza de que ele acordará descansado.

Cada idade tem uma necessidade específica de sono, veja se a quantidade que seu filho está dormindo atende às necessidades para a idade dele.

4- DEIXE A ROTINA CLARA PARA SEU FILHO:

Hoje mesmo, durante o atendimento com a mãe, ela me falou: “mas eu tenho uma rotina bem certinha com ele”. Minha resposta para ela foi: “isso é excelente, parabéns! Só falta agora ele ter conhecimento dessa rotina”. Conhecendo a rotina, a criança sente-se mais segura.

Eu sempre digo que a criança ciente do próximo passo lida melhor com a ansiedade, inclusive ansiedade de separação por que dentro da rotina ela tem total convicção de que num certo momento seus pais irão busca-lo na escola.

Já falei sobre a importância da rotina para a criança: http://milenaloguercio.com.br/a-importancia-da-rotina-para-a-crianca/

UMA ATIVIDADE PARA AUXILIAR NESSA ETAPA: Construa junto com seu filho um “quadro de rotinas” para que ele possa visualizar seu dia a dia e diminuir a ansiedade. Para te ajudar, assista:

Já nesse vídeo, você entende os motivos pelos quais esse quadro facilita o dia a dia do seu filho: DÊ SENTIDO À ROTINA DO SEU FILHO E FACILITE SUA VIDA.

5- CASO SEU FILHO VERBALIZE SUAS DIFICULDADE, VALIDE SEUS SENTIMENTOS:

Sempre que a criança conseguir expor seus pensamentos, sentimentos ou até situações que aconteceram; não amenize a questão dizendo que “vai ficar tudo bem” ou algo parecido.

Escute-o, entenda o ponto de vista da criança, demonstre o quando você entende o que ela está sentindo e o quanto você já sentiu algo parecido naquela vez x, y ou z que você se recordará. Então, direcione-a para pensar estratégias de soluções para o que te contou.

6- CONVERSE COM A EQUIPE DOCENTE:

Assistir o filho com episódios desconfortáveis: apresentando ansiedade, sentindo medo de ir para a escola, chorando… Temos que concordar que não é nada confortável para os pais também.

É um momento delicado que tende a contagiar toda a família, a ponto de gerar insegurança inclusive nos pais:

  • Insegurança com relação a escolha da escola;
  • Insegurança com relação ao momento de iniciar a vida escolar;
  • Insegurança com possíveis acontecimentos que possam ter despertado essa repulsa da criança com relação à escola.

Estar alinhado com a equipe escolar ajuda os pais não perderem suas convicções e seguirem confiantes de que a adaptação escolar pode ser mais difícil para algumas crianças do que para outras, porém trata-se de um período e tende a sanar.

7- DEMONSTRE CONVICÇÃO:

Sempre digo para os pais que entendo os seus sentimentos e o “coração partido”. E sério, entendo MESMO. Passei pela adaptação escolar 2 vezes. Nessa segunda vez, registrei tudo aqui então você poderá ver que não foi fácil para mim também: ADAPTAÇÃO ESCOLAR – SENTINDO NA PELE.

Embora não seja uma tarefa fácil, é necessário que sejamos firmes.

Lembra quando eu digo que “comportamento é uma das possíveis linguagens?” Acredite que seu filho pode ser um ótimo perito comportamental.

Sim, ele pesca as entrelinhas: a linguagem corporal, a aparente preocupação, frustração ou tristeza; mesmo que nas palavras você continue uma excelente motivadora. NÃO BASTA.

Controle a sua ansiedade, se aproxime da equipe, busque meios de se tranquiliza conhecendo mais sobre a rotina daquela escola, pedindo alguns trechos de vídeo, fotografia, converse com outras mães que já estavam naquela instituição, conheça o que elas pensam sobre a escola. Todas essas ações ajudarão na mudança de postura para facilitar a adaptação do seu filho.

Caso você esteja enfrentando muita dificuldade, me escreva! Será um prazer ajuda-la: Milenaloguercio

Muitos Beijos!!!

ATIVIDADE SENSORIAL DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR PARA BEBÊS DE 06 MESES A 02 ANOS DE IDADE

Estou com uma série de vídeos lá no meu canal do Youtube chamada: “Introdução Alimentar – passo a passo”. Tratam-se de 10 vídeos nos quais a nutricionista, Dra. Aline Telles, ensina aos papais e mamães todo o que precisam saber para iniciar a alimentação dos seus filhos.

Para mais detalhes sobre a série, acesse:

Dessa vez, recebi o convite da Dra. Aline para conhecer uma oficina que faz com os bebês, mensalmente, para auxiliar a família (pais, mães e bebês), nesse processo de aprendizado.

A atividade é uma rica experiência e oportunidade dos bebês conhecerem os alimentos no seu formato natural, explorarem, se familiarizarem com a alimentação, observarem seus amiguinhos comendo e principalmente associarem a alimentação a um momento de prazer.

E quanto prazer!

Além do aprendizado associado à diversão, houve algo que na psicologia prezamos MUITO, o tempo todo por ali: a interação dos pais com os bebês.

Mostro mais detalhes no vídeo, no final desse post, onde a Dra. Aline explica que nesse momento não há julgamento, não há certo ou errado, não há expectativa de quanto comer… Tudo o que é preciso existir nesse momento é: curiosidade, exploração, amor, prazer e, cá entre nós, que ninguém nos escute, muita sujeira, rsrsrsrsrs!!!

Em alguns momentos, entre descontraídas conversas entre os pais presentes e a nutricionista, foi sugerido que a atividade fosse repetida em alguns momentos, na própria casa dos bebês. PENSA! Risada geral…

Mas a Dra. Aline deu uma boa dica para os pais: esterilizar e utilizar a própria banheira do bebê. Depois de explorarem os alimentos, irem direto para o banho. Achei uma alternativa muito bacana para quem não tem a possibilidade de levar o bebê até as oficinas.

Mas caso você esteja em São Paulo, e tenha a possibilidade, eu diria para você conhecer! Leve seu bebê, é bastante divertido para os filhos, para os pais, para você ter contato com outras pessoas que façam com que você divida o dia a dia, as alegrias, as dúvidas, enfim… É uma tarde bastante proveitosa para todos.

Para mais informações sobre datas, como participar, etc… Acesse: @Amorquenutri e @Commadre assim você ficará informado quando ocorrerem as próximas.

Não deixe de assistir o vídeo com todos os detalhes dessa oficina deliciosa, literalmente!!! Deliciosa pelas frutas e deliciosa pelos bebês!

****************************VÍDEO EM BREVE***************************

Muitos Beijos!!!

QUANDO ESCOLHEMOS A ESCOLA ERRADA

Meu ano de 2019 finalizou, praticamente, com um desabafo.

Deixo aqui o texto que postei no Meu Instagram, na época:

Abre aspas “

Junta o espírito natalino + a festa de encerramento escolar e o filme que passa na minha cabeça lembrando de toda nossa jornada, eu me derreto em lágrimas 😭.
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Tirei meu filho de uma escola, no ano passado, onde apostei minhas fichas crente de estar oferecendo “o melhor para ele”, quais são os pais que não são assim, não é mesmo? Dentro das nossas possibilidades, procuramos sempre oferecer o melhor e entregar nosso bem mais precioso; nosso “diamante bruto” para uma escola que acreditamos ser capaz de “lapida-lo” conosco. Uma aposta alta, eu diria que um “all in”, visto a importância do que colocamos na mesa pra jogo (o futuro desse maior bem). Pois é, perdi! Não foi lá; não gostei do que recebi; sai da escola completamente decepcionada e insatisfeita. .
Uma das frases que mais ecoavam das pessoas com quem eu conversava a respeito da minha “próxima aposta” para meu filho era: “essa escola?”; “não faça isso!”; “tem certeza de que vai fazer isso com seu filho?”; “as clínicas psicológicas estão cheias de crianças de lá”… enfim… decidi ouvir o meu coração! .
Que ano! Um ano de luta; de incertezas; de busca; de decepções; de batalha; de choros; de tristeza; de mais batalhas; de pequenas conquistas; de esperança; de progressos; de alcances; de orgulho; de superações; de alegria… .
Chegar neste dia, no dia da festa de encerramento do seu ano letivo, meu filho; tem um peso muito diferente de todos os outros anos escolares nos quais te acompanhei. .

Sobre a escolha da escola? Sinto uma gratidão profunda; sinto que
demos as mãos e buscamos todos juntos: meu filho, a escola e nós (a família); um caminho de superação!
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Temos sim, uma longa caminhada, sinto que a jornada apenas começou, mas diferente dos anos anteriores, não me sinto só, sinto que estamos amparados por um lugar que “não brinca de ser escola” por que sabem o que estão fazendo. Estou aplaudindo de pé tudo o que fizeram por nós, em todo o ano de 2019 e desejando que nossa luta siga de mãos dadas, em 2020!

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Meu filho, que orgulho eu sinto de você! Obrigada por me ensinar TANTO. E vamos juntos, com todos os nossos erros, acertos, discussões, superações, conquistas e aprendizados! Te amo infinitamente.

” Fecha aspas.

Então, lá foi ele para a escola que durante a minha fase de adolescência eu sempre pensei: “Quando eu tiver um filho, eu quero que ele estude nessa escola”.

Mas com a maternidade, essa minha certeza foi abalada por que, na pele de mãe, eu não queria meu filho sofrendo por conta de uma escola que “tira a infância”; “é meio hi Hittler”, “faz do seu filho um número”, “ele será hanckiado desde o primeiro ano”, “as clínicas psicológicas estão cheias de crianças de lá”, “algumas crianças que saíram daqui para ir prá voltaram com as mães desesperadas”… enfim… Inúmeras foram as citações que eu ouvi tanto de pessoas que estudaram lá, quanto de pessoas que replicam escutas mesmo sem a experiência.

Mesmo assim, no final das contas, decidi ouvir meu coração. Afinal de contas, eu precisaria retira-lo da escola onde ele estava. Você já teve a sensação de dúvida de que a escola que escolheu para seu filho não teria sido a “melhor escolha? Pois bem, eu tive, desde que meu filho fez 5 anos, ou seja, na pré escola, um questionamento já me acompanhava:

“Qual será o problema? Meu filho ou a escola que escolhi?”

Eu sei que é muito fria a pergunta e que a resposta não é tão simples assim “preto” ou “branco”. Existem muitas nuances, muitas variáveis, muitas outras questões envolvidas. Mas o que posso dizer é que como mãe, quando você estiver se sentindo em dúvida, vai atrás de respostas.

Eu comecei questionando a escola em que meu filho cursou o 1º ano do ensino Fundamental.

Para contar a história do começo, o Felipe fez a pré escola numa escola que tinha somente até o pré disponível; assim, depois de 05 anos, ele passou pela formatura e foi para essa outra escola que eu coloquei com a pretensão de que ele cursasse até o 9º ano do ensino fundamental (que ironia)!

Veja o e-mail que enviei para a dona da escola no “desligamento” do meu filho:

” Abre aspas:

Oi (nome da diretora), bom dia! 

Parte do que está escrito nesse e-mail eu gostaria de ter falado pessoalmente com você, porém não consegui esse encontro no decorrer do ano letivo… Depois de muita insistência, a (nome da coordenadora) acabou me retornando com uma sugestão de data para sexta, 30/11/2018 às 18:00h, eu aceitei a princípio, mas me surgiu um compromisso para sexta à noite que me força a cancelar nosso encontro, peço mil desculpas. 

É com muita dor no coração que estou encerrando a matrícula do Felipe na (nome da escola), e gostaria muito, mesmo você não me dando a chance de dizer (em diversas tentativas), contar os motivos que me fizeram chegar até aqui e digo isso por consideração e por acreditar no potencial da Escola, além disso, acredito que é sempre bom saber a opinião de quem está do lado de cá. Mesmo que você não busque acatar tudo o que for dito, pelo menos pode conhecer parte do que as pessoas estão pensando…

– Se eu fizer uma retrospectiva para o ano de 2017 e te contar os motivos que me levaram a matricular os meus filhos na sua escola eu diria que eles foram escalados exatamente nessa ordem de prioridade e o PRIMEIRO DELES foi CONFIAR EM VOCÊ. Ou seja, seriam eles: 

1- Confiança na diretora:
     Esse é o primeiro ponto já que eu sempre acreditei no seu trabalho. Desde que trabalhei um tempo na (escola), minha admiração pelo seu profissionalismo, sua busca de crescimento e seu incansável objetivo de oferecer sempre o melhor para as crianças; só cresceu e fez com que eu sempre acreditasse na Escola. Como te contei num breve encontro que tivemos no Shopping, o motivo que não me fez colocar o Felipe na (escola), no primeiro momento, foi buscar uma escola bilíngue. 

2- Ensino bilíngue:
    Quando busquei um novo espaço para meus filhos, a (escola) já se denominava bilíngue e já ia de encontro ao que eu buscava.

3- Ensino de qualidade: 
    Embora eu tivesse ressalvas com a questão do construtivismo, eu acreditei em você. Confiei em tudo o que ouvi na reunião daquele dia em que estávamos eu, você, (fulana) e (Beltrana) e achei que deveria seguir meu coração e depositar a confiança na escola. Assim eu fiz. 

4- Proximidade da direção: 
    Diferente da “escola grande”, acreditei que estar na (escola) teria acesso a conversar com você e expor meus pensamentos e inseguranças de mãe (que não são tantas assim,vai) quando eu precisasse.

Esses foram em primeiro momento os motivos que me fizeram colocar o Felipe na (escola). E lembro muito, como se fosse ontem nossa reunião, de dizer que eu queria coloca-lo para que ficasse até o nono ano; que minha ideia não era ficar pulando de escola em escola… Confiei, acreditei.
Hoje, quero que você saiba que meu coração está partido por que eu não queria de forma nenhuma tira-lo daí. Mas algumas coisas foram me conduzindo a isso e acredito que seja importante que você saiba…

1- Desde a primeira vez que tentei conversar com você pessoalmente, não consegui. O primeiro motivo foi para falar sobre a professora Carol (inglês). Quando enfim consegui expor minha visão, no decorrer de uma reunião bimestral na qual ela nem se encontrava e não se tocaria no nome dela até que eu resolvi questionar, enfim… Providências foram tomadas e até terminei essa história com uma sensação positiva: “Caramba, que bacana, pelo menos enxergaram meu ponto de vista e foram verificar se eu tinha razão”. Mas até isso acontecer, acredito que tenhamos perdido uma série de coisas, especialmente um tempo de aprendizado das crianças.  

2- Rotatividade de funcionários, no caso do Felipe eu diria professora de inglês, professora de circo, coordenador do bilíngue (que não sei a situação mas está ausente há um tempo): Acho que o as trocas que ocorreram no decorrer do ano interrompem um processo e até acostumarem com o novo professor perde-se um tempo que não sei se há recuperação.

3- O primeiro ano do fundamental me pareceu estar “sobrando” na escola muitas vezes, por exemplo: eles não eram “grandes” o suficiente para participarem de projetos que os maiores executam; mas não eram “pequenos” o suficiente para participarem de projetos como os menores executam. Não sei o que fez implantarem que eles poderiam levar um brinquedo para a escola semanalmente, mas essa foi inclusive uma das MINHAS sugestões em reunião com o coordenador bilíngue (quem não tenho mais visto pela escola). 

4 – Não identifiquei as evoluções pedagógicas do Felipe. Fico até com receio de abrir esse item aqui por que para a escola, nas oportunidades em que eu me coloquei, passa a sensação de “mãe ansiosa”, “mãe insegura”, “mãe que rotula o filho”… Mas de fato, o que eu estive buscando nos últimos tempos foi entender o que estava ocorrendo e se necessário correr atrás de suporte  para que o Felipe pudesse desempenhar seu aprendizado de maneira assertiva. Em uma reunião que tive com a (psicopedagoga) e a (coordenadora) (e que lamentei muito a sua ausência), foi colocado que o Felipe estaria no “esperado para a idade dele”. Que a questão a ser trabalhada especificamente seria a fonoaudiológica. O Felipe está na fono desde Julho de 2017, passei essa informação na reunião e ficou combinado que a (coordenadora) queria conversar com a (fono). Na conversa entre elas, foi discutida a necessidade do Felipe passar por uma avaliação psicológica por conta da sua “infantilização”. Fora todos os meus questionamentos mais específicos sobre este assunto, o que ficou para mim foi a questão de: “por que a (coordenadora) e a (psicopedagoga) não me ressaltaram isso durante a reunião que tivemos?” Se a fala infantilizada é uma das questões que a fono tem por objetivo sanar, qual é a questão “psicológica” que elas acreditam que deva ser trabalhada em terapia? Pedi explicações para a coordenadora (nome) por que talvez “como mãe” eu não conseguisse enxergar um posicionamento profissional da parte psicológica do meu próprio filho. A resposta que recebi da coordenadora (nome) foi: “Mas tudo que foi falado foi em pleno acordo entre eu e a fono, ela compartilha da mesma opinião”. Sendo que meu questionamento fora: “qual opinião?” Eu queria exatamente a explicação. Não recebi.

5- Durante a conversa que tive com a (nome da coordenadora), expus todo o meu pensamento com relação a sua postura diante do cliente. Comentei que a (nome da diretora) da época em que eu trabalhei na (nome da escola) tinha esse “jogo de cintura” de fazer o meio de campo e algumas vezes ouvir os pais e tal e que a impressão que eu tive no nosso relacionamento foi de não conseguir essa proximidade que talvez teria me trazido a segurança que eu precisava para seguir. Ela comentou com você e mesmo assim a minha resposta foi um silêncio. 

6- As pessoas da Escola (nome) começaram a ecoar a fala de que “o Loguercio vai para o (nome da nova escola)” como se já estivesse tudo resolvido. Sendo que, no meu coração não estava, dependeria E MUITO da postura da escola do Loguercio para isso se resolver. Eu diria que quem está colocando o Felipe no (nome da escola nova) é a (nome da antiga escola). Por que eu estava com o meu coração pedindo para não tira-lo, tentando ouvir algo da escola dele que me fizesse confiar. Tentei de diversas maneiras buscar essa confiança e não obtive sucesso. 

7- Em encontro com a (nome da administradora), na porta da escola, ela me fez a seguinte pergunta: “Você já decidiu? Vai tirar mesmo o Loguercio?” Eu disse que estava esperando sair os resultados do (nome da escola atual), que ainda não tinha uma decisão tomada. Daí a resposta foi, honestamente, a que não queria ouvir, mas pior do que isso, a que eu não queria sentir: “Ah, tudo bem. Eu só preciso saber por que nós estamos montando as salas e blá blá blá… mas você vai deixar o Gabriel ou vai tirar ele também por que eu preciso montar as salas e blá blá blá…” (questões de logística) ou seja, seus filhos, tanto faz. Estou querendo somente programar o “meu departamento”. Como assim???? O Gabriel está matriculado para o ano de 2019. Fiquei de cara, juro. Saí com uma sensação de “a porta da rua é a serventia da casa”. E o tal relacionamento próximo das famílias??? Em que momento a (nome da escola antiga) perdeu a essência? Lamento tanto. 

8- Aproveitando a abordagem do “departamento administrativo” no item anterior, quero mencionar também o fato de me sentir “menos importante” do que outras mães. No decorrer do ano, soube que cada um meio que “paga uma mensalidade diferente”. Sim, eu sabia daqueles 10% de quando rola um indicação e tal… Porém, soube que tem crianças que tem um desconto MUITO MAIOR do que este, além disso, tiveram mães que receberam propostas de mensalidade no valor muito abaixo que eu entendi assim: “Não saia daqui não, vocês são importantes para nós”. 
Ou seja, esse tipo de diferenciação nos valores de mensalidade dá a entender que: “de quem a escola GOSTA e FAZ QUESTÃO da presença recebem descontos avassaladores”. Mais um item que não permitiu com que eu me sentisse “parte integrante da família (nome da escola)”. 

9- Desde a última reunião da sala do Felipe (05/10/2018), não vi mais o coordenador Márcio na escola, sendo que eu o via direto. Estou há tempos para perguntar e acabava esquecendo, nessa semana, quando liguei, não fiquei confortável com a resposta que recebi. Até por que a (nome da escola) está com “seleção para coordenador bilíngue em aberto”, mas as pessoas que me passaram a informação a respeito me disseram: (A primeira delas) ” Sim, ele está trabalhando aqui sim” 
Eu: “Posso falar com ele, por gentileza!” 
Primeira pessoa: “É que ele não está aqui no momento”
Segunda Pessoa: “Ele está em curso fora” 

10- Vocês acreditaram que o Felipe está “fora da (nome da escola)” e começaram a trata-lo dessa forma (como fora da nome da escola). Eu sinto muito, de coração, eu sinto imensamente. A sensação que tenho é de que tudo que estou te contando você já saiba e que “tanto faz”. Mas eu precisava, no meu íntimo, ter a certeza de que você sabe. Por que eu não faço a menor ideia de como as informações chegam até você já que não tenho acesso a ti. 

11- Eu não senti a presença da (nome da diretora), aquela que teve o maior peso para a minha escolha dessa escola, no decorrer deste ano com relação ao PRIMEIRO ANO DO FUNDAMENTAL, especificamente. 

Por fim, estou muito triste. Com um buraco no meu coração, mesmo assim, desejando que tudo de melhor aconteça para todos nós. 
Obrigada pela sua atenção! E se este e-mail não servir para uma avaliação de todo o posicionamento da (nome da escola) diante do cliente, que você entenda então como um desabafo.
Com carinho; 
Milena 

” Fecha aspas.

Vocês entenderam, pelo e-mail acima, a catastrófica passagem do meu filho e talvez tenha feito sentido quando eu finalizo o meu ano de 2019, com um alívio, uma gratidão e um desabafo imenso, dizendo que onde ele está agora, “não brincam de ser escola”.

Eu escutei o meu coração, 2019 foi um ano letivo pesado, uma longa caminhada de descobertas e enfrentamento. Por fim, posso dizer que, GRAÇAS A DEUS a diretora não se mostrou atenciosa no mesmo nível em que se mostrou incompetente, por que se ela tivesse me dado atenção, tivesse sido boazinha, com palavras bonitinhas; meu filho poderia estar lá até hoje, prejudicando assim o futuro dele nas mãos de profissionais que não sabem ao certo o que estão fazendo.

Mãe, escute o seu coração. Na dúvida, busque outro caminho, não condene seu filho a seguir o caminho errado. Hoje eu estou muito FELIZ!

Muitos Beijos!!!

CAIXA RECORDAÇÃO DE FÉRIAS

Na última reunião da escola do meu filho, recebi a atividade abaixo para entregar para o Felipe:

Caixa de recordação das férias

Eu achei tão incrível que resolvi dividir com você, aqui no blog, como sugestão para construir com o seu pequeno também. A ideia é que o Felipe leve para a escola no primeiro dia de aula do segundo semestre.

Caso seu filho não tenha a oportunidade de compartilhar a caixinha na escola dele, em sala de aula, com os amigos. Fica aqui a minha dica! Guarde tudo e ao final das férias, abra com ele essa caixa de recordações e comentem sobre cada momento que tiveram durantes as férias que tenha sido relevante para seu filho a ponto dele querer guardar a recordação!

Garanto a você que além de momento de interação, você está dando atenção para a criança, fazendo o famoso “reforço positivo” e trabalhando todas as estratégias comportamentais tão abordadas por mim, aqui no blog, frequentemente!

Além da caixinha, a escola passou algumas sugestões de atividades simples e MUITO DIVERTIDAS para as crianças, enfatizando que não somente de passeios caros nossos filhos se divertem e vivenciam férias incríveis e inesquecíveis, compartilhando as sugestões:

O QUE POSSO FAZER?

  • COZINHAR EM FAMÍLIA: Sanduíches, pizza, bolos, saladas coloridas… Hummmm que delícia!
  • FAZER FANTOCHES E BRINQUEDOS COM SUCATA: Caixinhas de creme dental e de remédios podem virar robô, um carrinho, uma espaçonave…; embalagens vazias podem virar bonecas… que tal olhar o lixo reciclável e criar coisas incríveis!
  • SESSÕES DOS FILMES PREFERIDOS EM FAMÍLIA: Não esqueça a pipoca!
  • VISITAR PARQUES E PRAÇAS: Às vezes a natureza está bem pertinho da gente e nem reparamos.
  • PINTANDO O SETE!: Quem não gosta de fingir que é artista? Podemos fazer dobraduras, pinturas com tinta ou com lápis de cor, fazer nossa própria massinha e criar lindas esculturas!
  • VAMOS CANTAR: Podemos chamar os amigos e vizinhos e organizar um karaokê. Ou então só com a família mesmo!
  • JOGO DE TABULEIROS: Vamos chamar a família e os amigos para jogar damas, dominó, resta 1, ludo, Uno, baralho, jogo do Mico…
  • NÃO FAZER NADA!!! Por que temos que ter atividades o tempo todo? O ócio e o brincar sozinho desenvolve a criatividade e o autoconhecimento. Além do que, descansar é preciso!

Estamos experimentando por aqui! Vou mostrar tudo pra você na próxima oportunidade e minha sugestão, caso queira compartilhar comigo a caixinha do seu pequeno, poste no Instagram e me marque @Milenaloguercio ! Irei olhar tudo e comentar com o maior carinho!!!

Muitos Beijos!!!

Dicas práticas! 13 frases para seu filho te ouvir!

Fiz um post, há poucos dias, onde abordei 7 estratégias para ser ouvido pelo seu filho. Caso você tenha interesse em retoma-lo, acesse: http://milenaloguercio.com.br/7-estrategias-para-ser-ouvida-pelo-seu-filho/

Dando continuidade nesse assunto, quero que você reflita sobre os seus comportamentos no dia a dia por que de maneira geral, as crianças costumam refletir as nossas práticas comportamentais. Muitas vezes, ao modificarmos nossa maneira de se comportar, temos um reflexo imediato no comportamento dos pequenos.

Muitas vezes, dentro da preocupação em evoluir os comportamentos dos filhos, ao invés de investirmos na conexão, acabamos nos tornando mais controladores de filhos e voltamos o foco da educação para a negatividade: buscamos “tolerar” ao ensinar, criticar ao ser empático.

Coloque uma coisa em sua cabeça: converse com seus filhos da forma como você gostaria que conversassem com você, sob qualquer ponto de vista de qualquer assunto que queira abordar, pense sempre em “como eu gostaria que falassem comigo?” Você verá como os frutos serão colhidos naturalmente dessa relação.

Não pense você que será uma tarefa fácil! Na teoria é lindo, na prática, muitas vezes, cansativo! Cada dia que passa você tem mais certeza de que dar um grito, um tapa, colocar de castigo é o caminho “mais fácil” por que ainda ajuda a aliviar o estresse, a ganhar uma disputa, entre outras coisas, mas não a educar positivamente. E como sempre gosto de lembrar: qual a matéria que você estudou e aprendeu com mais vontade e talvez se recorde até hoje?

Normalmente, a resposta está vinculada àquele professor mais respeitoso, mais animado, mais envolvente… Não me recordo de ouvir alguém mencionar que foi o professor que mais tenha repreendido!

Independente de qualquer coisa, pense em um dia de cada vez, esforce-se para ser melhor no momento posterior, siga com confiança.

Pensando nessas dificuldades do “meio do caminho”, trouxe algumas frases sugestivas para você “apertar o reset” e recomeçar com seu filho sempre que precisar:

1-) “O QUE VOCÊ LEMBRA SOBRE O QUE CONVERSAMOS?”

Ao invés de: “CUIDADO!”

Muitas vezes, ao receber a mesma instrução repetidamente, a criança tende a não responder mais ao comando prontamente. Ela passa a bloquear determinada solicitação, então aquele combinado para de funcionar.

Ao questionarmos a criança sobre “o que ela lembra sobre o combinado” a retiramos de uma posição passiva, damos voz a essa criança bem como pensamento reflexivo. Ao permitir que ela reflita e retome os combinados, você pode reafirmar a importância do cuidado em determinada situação. Além disso, ao abrir um diálogo, você consegue propor novamente os detalhes do que é importante para você e ser ouvido, dessa vez.

2-) “POR FAVOR, FALE DEVAGAR!”

“FALE BAIXINHO”

“FALE DE FORMA SUAVE (CARINHOSA)”

Ao invés de “Fique quieto” ou “Pare de gritar”

Ao invés de disputar o tom de voz com a criança, quando ela estiver gritando, falando alto, chamando a atenção; experimente sussurrar. Você verá que não terá mais a necessidade de disputar quem será ouvido por que na maioria das vezes a criança iniciará um esforço para te escutar.

3-) “VOCÊ PREFERE FAZER ISSO SOZINHO OU PREFERE QUE EU TE AJUDE?”

Ao invés de: “Já pedi mil vezes, vai AGORA”

Um exemplo para ilustrar essa situação: você está de saída, pede para que a criança coloque o sapato e nada… Num determinado momento, você pode sugerir: “você prefere colocar o calçado sozinho ou quer a minha ajuda?”

É impressionante como uma criança muda positivamente quando a fornecemos o poder de decisão. Quando você proporciona escolhas a ela, as habilidades de pensamento crítico sobressaem à tentação de desafiar você.

4-) “O QUE VOCÊ APRENDEU COM ESSE ERRO?”

Ao invés de: “Que vergonha”, “Que feio”

Conversando sobre o que foi aprendido a partir de uma situação é muito mais produtivo e motivador para a criança. No futuro, além de ter como bagagem a reflexão do que aconteceu anteriormente, terá algo ainda mais valioso para a vida que é compreender que não precisa ter vergonha de assumir os seus erros, por exemplo.

5-) “POR FAVOR……………………………………..”

Ao invés de “Não” ou “Pare com isso”

Eu já falei sobre esse “não” na comunicação dos nossos filhos e o quanto seria valiosos invertermos essas sentenças para o positivo. Vou deixar o vídeo aqui para você entender o raciocínio:

Se eu tiver que acrescentar algo novo do que trouxe nesse vídeo, eu diria que é importante que seu filho conheça o que “SIM”, o que ele “PODE”, o que você “ESPERA DELE”. Deixe claro!

6-) “VOCÊ QUER IR EMBORA AGORA OU DAQUI 10 MINUTOS?”

Ao invés de: “Hora de ir”, “Chega”, “Acabou”

Como falei anteriormente, nesse mesmo post, as crianças gostam de sentir que tem o poder de decisão. Sabe a dificuldade de ir embora de uma festa, por exemplo? Ou de fazê-los ir para a cama na hora que você determinou? Pois bem, programe-se para chegar no seu filho com um pouco de antecedência e diga: “Você quer ir agora ou quer que eu conte 10 minutos”. É impressionante a forma como eles recebem a ordem de ir embora quando eles puderam participar dessa decisão.

Ao receber a resposta óbvia (rs) “daqui 10 minutos”, explique que você virá avisa-lo e que vocês têm um acordo firmado: “acabaram os 10 minutos, hora de ir”. Verá como será diferente ir embora dessa festa, ou ir deitar, etc…

7-) “VAMOS COLOCAR ESSE BRINQUEDO NA SUA LISTA DE PRESENTES DE ANIVERSÁRIO”

Ao invés de: “eu disse não”, “não vim comprar brinquedos”

Pode explicar que não estava preparado para comprar aquele brinquedo e que vocês podem coloca-lo numa lista de data especial para que ele ganhe!

8-.) “RESPIRE, SE ACALME, AGORA DIGA O QUE VOCÊ QUER”

Ao invés de: “Para de chorar”

Por trás do choro da criança, tem um sentimento legítimos. Precisamos valida-lo, porém fica realmente difícil entender o que querem, pensam ou sentem quando tentar se expressar chorando.

Por vezes, pedir “pare de chorar” pode irritá-lo mais e dificultar ainda mais o diálogo. Assim, eu costumo explicar para meus filhos: “eu não consigo te entender quando você fala chorando, você pode se acalmar para a gente conversar?”

Sempre para ajuda-los a se acalmar, sugiro que eles respirem. Sempre funciona!

9-) “EU PRECISO QUE VOCÊ………………………”

Ao invés de: “Para com isso”

Um exemplo: Você está num estacionamento, seu filho tem costume de sair correndo, então você diz: “eu preciso que você ande como uma tartaruga ao invés de um cavalo de corrida!” Ao invés de “Pare de correr”

Partindo do mesmo princípio do item de “dizer não, sem dizer não”, acrescentando um fator desafiador meio de “brincadeira” até: ser uma tartaruga no lugar de um cavalo de corrida! Tende a receber uma resposta positiva da criança!

10-) “TUDO BEM CHORAR”

Ao invés de: “Parece um bebê”, “Pare de chorar”, “Chora por tudo”

As crianças irão lidar melhor com as situações e superarão melhor seus sentimentos quando não se sentirem pressionadas ou forçadas a parar de chorar.

Quando seu filho entende que sofrer faz parte da vida, do processo de crescimento e do fato de ser humano; ele cria mecanismos para lidar melhor com seus sentimentos e além disso, com sua auto-estima.

11-) “EU TE AMO, INDEPENDENTE DE QUALQUER COISA”

Ao invés de: “Não gosto de você assim”, “não vou te abraçar desse jeito”

O amor incondicional deve estar acima de todos os posicionamentos da Educação com enfoque positivo. Nossos filhos não podem vincular a dependência do nosso amor ao “bom comportamento” deles. Nós o amamos de todo nosso coração, independente do que aconteça.

Deixa-los sempre com essa certeza do nosso amor é por si só um fator motivador para o bom comportamento. Ter essa convicção faz com que o mau comportamento diminua automaticamente.

Um exemplo de situação onde você pode colocar em prática esse item seria: “Eu te amo, independente do seu comportamento, e eu gostaria que você pedisse o brinquedo para o seu irmão da próxima vez ao invés de pega-lo.”

12-) “SUA OPINIÃO É IMPORTANTE, EU GOSTARIA QUE VOCÊ DECIDISSE”

Ao invés de: “Eu não me importo”, “Por mim tanto faz”

Aproveite situações nas quais você estará bem com qualquer decisão tomada e dê o poder para que seu filho escolha. Eles amam se sentirem líderes, em alguns momentos chega a ser mágico o poder que damos para ele decidirem por que eles acabam respeitando ainda mais nossas decisões. Além disso, mostramos que respeitamos a opinião deles e ainda ajudamos no aprendizado de tomadas de decisões. Aproveite cada oportunidade!

13-) “COMO VOCÊ ESTÁ SE SENTINDO?”

Ao invés de: “Não precisa ficar triste por isso”, “Isso não é motivo para chorar”

Estamos fazendo um bem impagável para nossos filhos quando os ajudamos a identificar os seus sentimentos, nomeá-los e aos poucos lidar com eles.

As crianças começam a sentir-se a vontade para expor suas emoções ao invés de nega-las e tentar fazer com que elas desapareçam.

Mais dicas sobre disciplina positiva? Acesse:

Você também pode me enviar suas dúvidas nos comentários desse post ou através do meu e-mail: contato@milenaloguercio.com.br

Muitos Beijos!!!

7 ESTRATÉGIAS PARA SER OUVIDA PELO SEU FILHO

Estou sempre abordando assuntos sobre como disciplinar os filhos agindo positivamente tanto aqui no blog quanto lá no meu canal do Youtube. No final desse post, deixarei alguns links caso você tenha interesse em outros assuntos dentro da Disciplina Positiva.

Há quem critique o método da disciplina positiva e já andei até desmistificando-a em alguns vídeos do meu canal. O fato é que, quando agimos de maneira positiva com nossos filhos, dentre a educação propriamente dita, estamos oferecendo também exemplos de como lidar com situações adversas, agindo positivamente; sem violência, raiva ou ressentimento.

Encontrar estratégias para disciplinar nossos filhos oferecendo confiança e respeito por meio da comunicação ao invés de punições severas tem sido desafiador tanto na prática materna quanto profissional para mim. Desafio esse que agarro dia a dia com unhas e dentes e sempre que posso, trago ideias para facilitar o dia a dia de quem me acompanha.

QUE TIPO DE ESTRATÉGIA POSITIVA PODEMOS USAR PARA UMA CRIANÇA QUE NÃO NOS OUVE?

Se você estiver passando por esse tipo de dificuldade, leve em consideração:

REFLITA: POR QUE MEU FILHO NÃO ME ESCUTA?

Antes de qualquer coisa, é importante tentar entender a causa. Dentro da psicologia nós buscamos sempre o que está por trás do comportamento.

A IDADE DA CRIANÇA:

Dependendo a idade dela, realmente não terá condições de ouvir, interpretar e executar tudo o que é passado para ela. Precisamos levar em consideração a maturidade da criança para disciplina-la. Então, certifique-se de que o que você está pedindo esteja adequado ao nível de maturidade do seu pequeno. Leve em consideração que os acessos de raiva são esperados quando a criança não consegue expor tudo o que está pensando, querendo ou sentindo.

AS NECESSIDADES BÁSICAS DO SEU FILHO ESTÃO SENDO SUPRIDAS?

Não tenho dúvida de que você procura supri-las incansavelmente. Porém, dependendo do que esteja acontecendo, em determinado momento, a criança pode estar manifestando: fome, cansaço, sono, vontade de ir ao banheiro ou de trocar a fralda.

Uma das possíveis razões para que ele não te escute é cansaço, estresse, fome.

Não pense que é algo tão difícil estar no meio das suas tarefas diárias, a rotina gritando na sua consciência, você correndo para dar contar de tudo, acabar por esquecer de detalhes tão relevantes.

ESTÁ ACONTECENDO ALGO DIFERENTE NA VIDA DESSA CRIANÇA NO MOMENTO?

Seu filho te ouvia e de tempos para cá mudou o posicionamento? Observe se está acontecendo alguma outra particularidade com a vida dele. Por exemplo: dentes nascendo, mudança de postura relacionadas a faixa etária, etc.

Quando a criança é pequena, não consegue verbalizar suas dificuldades.

Já com os maiorezinhos, observe se estão passando por algum sofrimento na escola, familiar, mudanças importantes.

Na maioria das vezes, as crianças estão reagindo a situações nas quais estão com dificuldades de enfrentar.

É SOMENTE UMA FASE?

Já ouviu falar no Terrible Two? E na Adolescência? As vezes, a criança está somente testando os seus limites mesmo. Ela precisa se certificar de “até onde eu posso ir”. E acredite! Para eles chega a ser bem divertido verem o que podem fazer conosco.

Meu filho mais novo está com 3 anos de idade e fica tão nítido quando eu peço para ele não espalhar todos os brinquedos, ou guardar um grupo de brinquedos para pegar outros. Quando vejo, ele já espalhou tudo. No momento em que vou conversar com ele, percebo, nitidamente, a dificuldade dele segurar o sorriso. Ele começa conversar e sem querer ele vai soltando sorrisos (safados, rs). Típico e muito nítido de testes para saber “até onde eu falo sério” ou “até onde ele me dobra”.

Essas fases tendem a evoluir e até a passar, o mais importante é que você seja consistente e fale sempre a mesma linguagem para que num determinado momento a sua solicitação internalize.

VOCÊ ESTÁ SENDO RAZOÁVEL?

Uma das coisas mais fantásticas da Disciplina Positiva é o fato de colocar nós pais para uma importante reflexão: Não deixamos de sermos humanos por que somos pais, assim, tem momentos em que estamos errados SIM.

Em alguns momentos, reflita: “Estou exigindo demais?”

“É possível ser mais coerente?”

“Cabe negociação?”

“Isso realmente é importante para o meu filho ou estou somente disputando poder?”

Levar em consideração que possamos estar equivocados, rever nossas solicitações ou até mesmo nos desculparmos quando necessário pode ser riquíssimo para essa relação de confiança mútua e de exemplo de que todos nós cometemos erros e do quanto é importante admiti-los.

Mesmo após levar todos esses pontos em consideração.

COMO POSSO AJUDAR MEU FILHO A ME OUVIR?

1-) NÃO PERCA A PACIÊNCIA:

Eu entendo que em alguns momentos pode ser muito frustrante e desgastante não conseguir atingir nossos objetivos enquanto pai ou mãe, mas perder a paciência é a última coisa que ajudará tanto você como seu filho a evoluir nesse estágio.

Mantenha a calma. Se necessário, afaste-se da situação para recompor suas energias e retorne quando estiver mais tranquilo.

2-) COMUNIQUE-SE:

Procure conversar de maneira apropriada. Desça ao nível dele, olhe nos olhos. Esteja disposto a ouvir também, seja compreensivo.

Quanto mais calmo e tranquilo você estiver, mas fácil será essa comunicação e mais disposta a criança ficará para conversar com você.

3-) EVITE OS GATILHOS:

Conheça seu filho, saiba o que desencadeia os comportamentos a serem evitados, evite sempre que puder. Muitas vezes, pais confundem o fato de “não partirem para o confronto” por “deixar a criança fazer o que ela quer.

Pondere a situação, avalie a necessidade daquele embate, veja se ele pode ser evitado e não coloque seu filho nas situações as quais você tem o conhecimento de que ele não te ouvirá.

Exemplo: Gabriel quer sempre fazer a mamadeira dele. “Mamãe, posso ajudar?” Quando ajuda, derruba o leite fora da mamadeira, então é claro que eu prefiro quando ele “não ajuda” mas quando eu respondo “não precisa”, é um show do choro. Pensando em como não oferecer esse “não” precisa, eu peço que ele “mexa o leite” para mim. Eu coloco as colheres, ele mexe um pouquinho todo feliz. Eu agradeço, tiro a colher dele, termino de mexer e não temos o embate!

4-) USE A ABUSE DO REFORÇO POSITIVO:

Elogie muito os comportamentos que você admira e gosta no seu filho. Não economize esforços para isso. Se você soubesse o poder dessa ferramenta, passaria o dia pontuando as “coisas boas”. Acredite, você quase não precisaria corrigir o que não está bom de tanto que essa criança repetirá “o bom” para te agradar.

Quando você trabalha incansavelmente nesse fator, fica mais fácil cobrar aquele “algo além” deles, por que você será ouvido mais facilmente.

Utilize os “pedidos extras” do seu filho para fazê-lo entender que você também espera algo mais com relação aquela questão “X” que você está com dificuldade. Converse sobre esses assuntos quando está tudo bem, quando vocês estão se ouvindo de maneira positiva.

5-) “A REGRA É CLARA!”

Ótima frase para usar nos esportes né? Por que ela é de fato clara. Porém, muitas vezes, para nossos filhos, a regra não é tão clara assim.

Em casas onde cada hora recebe um comando diferente, uma hora pode fazer aquilo que outra hora não pode somente pelo humor dos pais estar melhor ou pior, fica difícil para a criança aceitar que “agora” ela não pode.

Deixe claro para seu filho o que você espera dele, mantenha expectativas realistas, de acordo com cada faixa etária. Retome constantemente essas regras e expectativas, relembre-o.

Certifique-se também de que eles tenham compreensão das consequências quando não seguirem as regras.

6-) TRABALHE EM EQUIPE:

Educar exige bastante esforço, esteja certo de que pai e mãe estão “jogando no mesmo time”. A linguagem precisa ser única, os filhos precisam de referências firmes para sentirem-se confiantes.

Alinhe sempre o discurso entre pai e mãe, isso é muito importante.

7-) SEJA CONSISTENTE:

Mantenha seu plano consistente. Não mude aos primeiros sinais de frustração. Siga em frente acreditando que irá funcionar. Uma série de coisas precisam se ajustar até que funcione de fato, inclusive a fase “teste” pela criança de que “você irá desistir sim”.

Quando combinarem uma consequência para determinada atitude, não deixe passar, cumpra cada combinado. Cada parte é importante para atingirmos uma mudança de hábito.

Demonstre sempre seu amor, mesmo nos momentos de adversidade. É muito importante que seu filho sinta-se amado e protegido.

Deixe-o saber que você o ama. Perdoe-o por não ter te ouvido e aproveite a oportunidade para motiva-lo a melhorar “da próxima vez”.

Lembrando sempre que o que funciona para uma família pode não funcionar para outra. Então, sempre reveja suas estratégia e aprimore de acordo com o conhecimento que você possui sobre seu filho.

Muitos Beijos!!!

Mais links sobre Disciplina Positiva:

educação infantil

1-) O QUE ESPERA-SE DA RELAÇÃO PAIS E FILHOS?

As crianças vivem o “agora”. Elas não concentram seu tempo no passado nem ficam pensando no que tem para acontecer daqui há alguns dias. Para fazer sentido para a criança todo o seu raciocínio, o bacana é que você consiga expor “no momento” do ocorrido.

Os pais tem por hábito, costumes culturais, ensinamentos absorvidos no decorrer de suas vidas, colocar o foco naquilo que acontece que não foi bom entre eles e a criança, entre algo que a criança tenha feito durante o dia, enfim… O ponto é que a criança fica com a sensação de que o “valor” do dia dela ficou concentrado naquilo que ela “não fez de bom”.

O primeiro convite que venho te propor é que a partir de hoje, você se desafie a olhar para o “lado bom”. Sabe aquela história de que “tudo tem dois lados?” De que o “copo tem um lado meio cheio e um meio vazio?”. Pois bem, de hoje em diante, eu quero que você pare para reparar nas situações do dia a dia de vocês, o que foi feito de “BOM” mesmo nas situações em que você julgar como ruim.

Quando paramos para analisar o “lado bom”, aliviamos o clima existente entre nessa relação pais e filhos.

Educar é um verdadeiro desafio de encontrar um equilíbrio entre o que nossos filhos são e o que esperamos que eles venham a ser futuramente.

Atividade (1): Você já parou para pensar o que espera do seu filho no futuro? Faça esse exercício… Pare uns minutos, pegue um papel e um lápis e liste algumas características e habilidades que você deseja como pai ou mãe que o seu filho tenha bem desenvolvidas no futuro…

Veja se você listou algumas dessas características: inteligentes, emocionalmente estáveis, autoconfiantes, gentis, atenciosos, cidadãos modelo, resilientes…

O problema é que, dependendo do quão focado você estiver em ensiná-los todas essas habilidades, você pode acabar esquecendo de vivenciar o momento atual com eles e não conseguir enxergar quem eles já são.

Agora imagine como pode ser fantástico conseguir enxergar todo esse cenário e a partir de então conseguir identificar seu filho “no momento presente” entender as suas habilidades, peculiaridades e características para educar a partir de então!

Atividade (2): Reserve um tempo para construir uma lista que diga para o seu filho: “Eu gosto de você por que…” LISTE! Em seguida, leia para seu filho e se encante com os resultados. Você vai ver como situações lindas pode surgir a partir dessa lista.

Uma das bases da educação com a qual eu mais trabalho é o RECONHECIMENTO. Muitos pais estão acostumados a dizer para a criança o tempo todo “o que não agrada”. A ideia aqui nessa lista passa a ser reconhecer o que eles fazem que te deixa feliz, agradecido(a), orgulhoso(a).

Nós pais, precisamos entender que não precisamos consertar os nossos filhos. Eles não estão quebrados, eles não precisam de conserto. Quando percebemos que podemos amá-los e apreciá-los pelo que eles são encontramos um acesso para que eles nos ouçam melhor e assim possamos orientá-los cada vez mais dentro desse momento presente.

Eu sempre levo questionamentos para os pais com quem tenho a oportunidade de conversar no sentido de: “Em qual ponto da régua você se encontra?” Imagine uma régua de 0cm a 100cm (por exemplo) na qual qualquer, sim eu disse QUALQUER situação, característica, posicionamento, ou seja, novamente: QUALQUER coisa que esteja nas pontas da régua esteja prejudicando a si ou as pessoas ao seu redor. Algum exemplo???Até água! Pensa na régua e coloca a água na situação. Analisando, se você estiver no 0cm (não tomo água nenhuma) ou 100cm (tomo água muito demasiadamente), você está se prejudicando. Assim será com TUDO, absolutamente TUDO na sua vida. Por essa razão teremos que, como pais também, buscar sempre o equilíbrio. Para que isso aconteça, montei uma espécie de guia básico de “por onde começar” buscar este equilíbrio:

1- DESACELERE:

A sociedade atual vive num ritmo frenético. Caso não liguemos nossos alertas, temos a tendência de transferir toda essa correria para a vida dos nossos filhos fazendo com que eles passem por uma série de tarefas durante o dia, preenchendo a vida deles como “pequenos executivos” com muitos compromissos diários em suas agendas.

Ao apressarmos o dia a dia das crianças com frases do tipo: “vamos logo, tome o café por que temos horário para chegar”; “rápido, coloque os sapatos”; “rápido, cresça”.

Ao diminuirmos o ritmo das nossas vidas, podemos ver quem realmente são nossos filhos, temos tempo de admirá-los e, inclusive, de alimentar o que eu enxergo de bom.

Ao diminuirmos o ritmo das nossas vidas, temos tempo para fortalecer a conexão das nossas relações familiares através do aproveitamento de cada momento em que estamos próximos.

Ao diminuirmos o ritmo das nossas vidas, conseguimos nos divertir com eles ao mesmo tempo em que estamos construindo memórias positivas para o restante de suas vidas.

2- ACEITE! NINGUÉM É PERFEITO:

Você não é perfeito(a), não queira educar seu filho para ser um cidadão modelo. Vá com calma! Caso contrário, ao invés de ser um disciplinador do seu filho, você pode ser tornar o crítico dele já que a linha é tênue.

De repente, num belo dia, você se dá conta de que passa o seu dia apontando somente o que ele está fazendo “de errado”, somente criticando. Quando na realidade, através dos erros, surgem excelentes oportunidades de aprendizado. Dentro da disciplina positiva, os teóricos dizer justamente isso: “Erros são oportunidades de aprendizados.”

Tem pais que chegam num ponto de crítica tão alto que não consegue enxergar que se o filho faz o que se espera dele 80% e não 100% do tempo, ainda sim temos uma criança emitindo, na maior parte do tempo, comportamentos esperados. Porém, ao buscar a perfeição, esses pais tem a tendência a focar nos 20% não atingidos.

O ideal é que você tenha clareza do que espera do seu filho (atividade nº1) para que você consiga focar sua energia e seguir enfatizando esse ponto. Se tentar conseguir TUDO do seu filho, não atingirá os resultados esperados.

3- PENSE NO FUTURO, MAS VIVA O AGORA:

Diferente de nós adultos, as crianças vivem mais no momento presente. Elas não passam os dias delas relembrando aquela época x, y ou z que viveram no passado, nem construindo ou imaginando o que será no seu futuro.

Precisamos nos conscientizar de que para encontrarmos com nosso filhos teremos que estar presentes no hoje, no agora, no já!

Você não precisa de nada muito elaborado para “fazer valer esse momento”! Um “toca aqui” no meio do caminho para casa, uma piscadinha num encontro de olhares, uma dança espontânea no meio da cozinha, uma nota (de reconhecimento) fornecida a toa por um bom comportamento, um bilhetinho de “eu te amo” dentro da lancheira ou estojo… coisas muito simples porém que terão GRANDES significados na vida dos nossos filhos. Nossos filhos buscam o agora, então procure dar esses momento para eles sempre que possível.

4- TENTE OFERECER MAIS “SIM” PARA SEUS FILHOS:

Com que frequência você escuta:

“Me leva no parque?”

“Me dá um sorvete?”

“Podemos andar de bicicleta?”

“Podemos ir à praia?”

Mas como nossas vidas encontram-se naquele ritmo frenético citado no item 1, não nos sobra tempo para proporcionar prazeres simples, porém muito divertidos para nossos filhos.

Assim, tendemos a oferecer muito mais respostas negativas do que positivas para eles. Quando nos atentamos para este aspecto conseguimos selecionar mais momentos para respondermos positivamente e usufruirmos mais de momentos que gerarão memórias deliciosas neles.

Você já parou para analisar como a infância é um período curto? Com pouca idade ainda, por volta de uns 11 ou 12 anos, os “pré adolescentes” já estão trocando muitas situações nas quais antes faziam questão de seus pais por situações para vivenciar com seus amigos. Até você será grato por ter SE proporcionado mais momentos com seus filhos quando essa hora chegar.

5- NÃO CONSERTAR! NÃO ESTÁ QUEBRADO.

Você tem mais de 1 filho? Se tiver, sabe como eles são diferentes em personalidade e características uns dos outros, mesmo crescendo com o mesmo pai, a mesma mãe, a mesma casa… Eles não necessitam de alguém para “conserta-los” eles não estão quebrados. Os pais, normalmente, constroem um ideal de personagem que desejariam nos seus filhos, mas naturalmente, a maioria não atenderá a esse padrão.

Ao invés disso, os filhos necessitam sim de alguém que esteja presente para ESTAR com eles, com um guia, um mentor. Eles necessitam de nós para entender como eles mesmos são e construirmos um relacionamento a partir daí ao invés de transformarmos eles naquilo que desejamos que eles sejam.

6-) TECNOLOGIA, ATÉ ONDE?

Tá aí um assunto que eu considero batido já! Você já teve a oportunidade de assistir o vídeo de uma apresentação escolar na qual os filhos cantam para seus pais num pedido de “desconecte-se”? Vou deixar o link para que você assista por que vale muito a reflexão.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia nos traz um mundo aberto, nos coloca em contato com aprendizados novos durante todo o tempo, nos colocar em contato com amigos, com trabalho, com sabedoria, com crescimento pessoal e profissional… Não sabendo dosar, nos tira dos momentos únicos que estão passando diante dos nossos olhos minuto a minuto e não retornarão mais. Aqui eu incluo o contato e convívio com nossos pequenos. Pense que você está super conectado à tecnologia as custas da conexão com o seu filho.

Desafie-se! Experimente deixar o telefone dentro da bolsa e empurrar seu filho na balança! A conexão nasce a partir da interação, do envolvimento, de momentos de diversão… e não quando estamos conectados à tecnologia.

7-) DISCIPLINE COM MODERAÇÃO!

Quando eu era criança, via-se mais crianças brincando nas ruas. Nos dias atuais “brincar na rua” virou algo raro de se ver. Adultos da minha época lembrarão de ruas por onde passaram na quais seus pais precisavam parar os carros para aguardarem que levantassem uma rede de vôlei para passar ou para que todas as crianças do time de futebol corressem para as calçadas, por exemplo.

Durante o tempo em que essas crianças brincavam nas ruas, estavam “longe” da vista de seus pais, não estavam sujeitas às críticas ou disciplinas em tempo integral como ocorrem nos dias atuais nos quais essas crianças estão na escola ou dentro de casa.

Por estarmos muito próximos, estamos constantemente chamando a atenção deles no sentido: “Não fala isso” “Não diga isso” “Não toque nisso”. Já experimentou contar a quantidade de “nãos” que você oferece num único dia ao seu filho?

Que tal se recordar mais vezes da sua infância mais livre e libertar um pouco mais seus pequenos?

Procure sim guia-lo e protegê-lo, porém não ocupe seu dia inteiro “disciplinando” deixe que eles tenham mais prazer no dia a dia deles.

Pense! Nossos filhos são incríveis e não precisamos dizer constantemente como fazer as coisas da melhor maneira mas aprecia-los como eles são também.

VIVA O MOMENTO! DESFRUTE DE UM TEMPO QUE ESTÁ AÍ AGORA POR QUE ELE NÃO PÁRA NEM REBOBINA!

Muitos Beijos!!!

DESMISTIFICANDO A RIGIDEZ

Você se considera rígido?

Você acha que falta rigidez na crianção dos seus filhos?

Quando o assunto é educação infantil, ouve-se muito sobre a importância de “ser rígido” enquanto pai e/ou mãe. Meu convite nesse post é repensarmos a rigidez dentro dessa educação.

Eu sempre digo que temos dois caminhos diante da educação infantil: APAGAR OU PREVENIR o incêndio. Em muitos momentos, durante as sessões de psicoterapia, percebo que os pais, em grande parte das vezes, estão APAGANDO o incêndio ao invés de preveni-lo. Acredito eu que por conta de “desconhecimento” da situação, muitas vezes, já que o trabalho, teremos nas duas situações. Porém, quando imaginamos a situação do “apagar o incêndio”, o incêndio já ocorreu, tudo já queimou, danificou, virou cinzas…

Atitudes tomadas na educação infantil “pós incêndio” podem causar destruição também… podem causar mágoas e traumas.

A melhor saída é o evitar tudo isso trabalhando com a criança de maneira consistente preventivamente.

No vídeo abaixo, te explico mais detalhadamente este assunto, na sequência, deixo um post sobre várias dicas de Disciplina Positiva:

 

https://youtu.be/SOKd7jG-fZc

 

DISCIPLINAR SEM BRIGAR, SERÁ QUE DÁ?

Muitos Beijos!!!

 

 

 

ADAPTAÇÃO ESCOLAR – SENTINDO NA PELE

Esse ano, mais precisamente logo após o carnaval, iniciamos a adaptação escolar do Gabriel.
Como psicóloga escolar, eu sempre orientei os pais de como agir para que a adaptação escolar ocorresse de maneira suave para os pais, mas especialmente para a criança. Quero dizer para você que a teoria é muito mais fácil do que a prática e nessa segunda adaptação escolar pela qual estou passando só fez aumentar a certeza disso que estou te contando!

Assim que chegamos na escola, no primeiro dia e primeiro contato com esse mundo do Gabriel

 

A primeira semana todinha eu acompanhei meu pequeno na escola, o que tornou o processo um tanto mais tranquilo para ele e para mim pela oportunidade de ver o que ocorre em todos os ambientes da escola durante todo o tempo!

 

Tanto como psicóloga como mãe, eu de fato acredito que esse período em que estamos dentro da escola ajude a aumentar a confiança que depositamos tanto nos profissionais da escola como no ambiente escolar que escolhemos para nossos filhos!

Filmei e fotografei muitos momentos, curti participar e pude vê-lo brincando e demonstrando felicidade no ambiente em que se encontrava.
Essa certeza de que eles estão felizes é extremamente importante para darmos conta do recado nos momentos em que esse processo da adaptação ficar difícil!

 Muitas vezes, vê-los chorando nos deixa com uma sensação de dúvida de “será que estou fazendo a coisa certa?”
“Será que está realmente na hora de ir para a escola?”

Nesses momentos da dúvida, eu reforço a importância da adaptação para que nós pais possamos estar certos de que lá dentro da escola, mesmo durante nossa ausência, essa criança estará feliz!

Passados uns 2 dias da adaptação, Gabriel já não tinha vontade de ir embora no horário sugerido pela escola. Demonstrava querer ficar mais tempo lá brincando e saía chorando. Isso é considerado positivo por que os deixa com a sensação de querer retornar para aquele local.

Eu fiz vídeos para o meu canal que podem ajudar os pais que estiverem enfrentando dificuldades nesse processo de adaptação escolar. Vou deixa-los aqui para você:

Muitos beijos!!!

Eu também dividi meu momento de adaptação escolar lá no meu Instagram enquanto eu estava vivenciando esse momento, vou deixa-lo aqui para que você possa acompanhar as novidades!!!

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CIÚME ENTRE IRMÃOS – TÉCNICAS PARA SOLUCIONAR

Lá no canal Milena Loguercio do Youtube, há algum tempo eu venho abordando o tema disciplina positiva e dando dicas dentro desse tema.

De lá para cá, algumas pessoas me sugerem temas e aos poucos eu tento atender todas as solicitações.fazer site

Tem vários temas sobre “educação dos filhos” aqui pelo blog, como por exemplo:

DISCIPLINAR SEM BRIGAR, SERÁ QUE DÁ?

Entre outros!!!

Dessa vez, trouxe o tema:

“CIÚME ENTRE IRMÃOS – TÉCNICAS PARA SOLUCIONAR”

Procurarei trazer vários temas relacionados à psicologia. Fico à disposição para atender solicitações e até mesmo responder aos seus comentários!!!

Muitos Beijos!!!