ADAPTAÇÃO ESCOLAR – SENTINDO NA PELE

Esse ano, mais precisamente logo após o carnaval, iniciamos a adaptação escolar do Gabriel.
Como psicóloga escolar, eu sempre orientei os pais de como agir para que a adaptação escolar ocorresse de maneira suave para os pais, mas especialmente para a criança. Quero dizer para você que a teoria é muito mais fácil do que a prática e nessa segunda adaptação escolar pela qual estou passando só fez aumentar a certeza disso que estou te contando!

Assim que chegamos na escola, no primeiro dia e primeiro contato com esse mundo do Gabriel

 

A primeira semana todinha eu acompanhei meu pequeno na escola, o que tornou o processo um tanto mais tranquilo para ele e para mim pela oportunidade de ver o que ocorre em todos os ambientes da escola durante todo o tempo!

 

Tanto como psicóloga como mãe, eu de fato acredito que esse período em que estamos dentro da escola ajude a aumentar a confiança que depositamos tanto nos profissionais da escola como no ambiente escolar que escolhemos para nossos filhos!

Filmei e fotografei muitos momentos, curti participar e pude vê-lo brincando e demonstrando felicidade no ambiente em que se encontrava.
Essa certeza de que eles estão felizes é extremamente importante para darmos conta do recado nos momentos em que esse processo da adaptação ficar difícil!

 Muitas vezes, vê-los chorando nos deixa com uma sensação de dúvida de “será que estou fazendo a coisa certa?”
“Será que está realmente na hora de ir para a escola?”

Nesses momentos da dúvida, eu reforço a importância da adaptação para que nós pais possamos estar certos de que lá dentro da escola, mesmo durante nossa ausência, essa criança estará feliz!

Passados uns 2 dias da adaptação, Gabriel já não tinha vontade de ir embora no horário sugerido pela escola. Demonstrava querer ficar mais tempo lá brincando e saía chorando. Isso é considerado positivo por que os deixa com a sensação de querer retornar para aquele local.

Eu fiz vídeos para o meu canal que podem ajudar os pais que estiverem enfrentando dificuldades nesse processo de adaptação escolar. Vou deixa-los aqui para você:

Muitos beijos!!!

Eu também dividi meu momento de adaptação escolar lá no meu Instagram enquanto eu estava vivenciando esse momento, vou deixa-lo aqui para que você possa acompanhar as novidades!!!

Something is wrong.
Instagram token error.
Load More

VOLTA ÀS AULAS – ADAPTAÇÃO ESCOLAR

Este é o início do terceiro ano escolar do meu filho.

Nos dois primeiros anos eu fui surpreendida por atitudes dele que demonstravam estar feliz em ir para a escola, desde o começo do ano.

Para a minha surpresa, mais uma vez, neste ano, que já não acreditava mais que passaria por isso, tive certa dificuldade em deixa-lo na escola.

Não que ele tenha entrado SEMPRE sem nem reclamar ou sem pedir para ficar em casa comigo, mas, não tinha feito isso tão no início e em dias seguidos.

Com minha cabeça de MÃE + PSICÓLOGA, fiquei pensando em algumas possibilidades que estivesse proporcionando este tipo de comportamento:

A-) Ele se deu conta de que a escola é um espaço além da brincadeira, embora seja divertido a maior parte do tempo, ela exige responsabilidades de ações, comportamentos, horários, atividades… que não são exigidos em casa com a mesma frequência;

B-) De alguma forma a minha gestação pode estar influenciando nessa vontade de ficar mais em casa, mesmo que ele não esteja demonstrando ciúmes.

Seja o que for, não é NADA FÁCIL você ter o seu filho chorando e dizendo: “mamãe, por favor, me deixa ficar aqui com você?”

“Mamãe, não me leva para a escola, quero ficar com você!”

Jesus, é de cortar o coração de qualquer mãe em mil pedacinhos.

No primeiro dia de aula, ele agarrava no pescoço do meu marido que foi quem entrou com ele na escola por que com essa história de gravidez, ando emotiva demais para isso!

Meu marido chegou a cometer um “erro” que na psicologia não permitimos; ele disse: “Filho, nós vamos lá, vamos ver os seus amigos e, se você não quiser ficar, nós voltamos”.

Eu chamei-o de lado e disse: “Não amor, nunca! Isso não! Ele vai ter que ficar, se estamos levando, não podemos voltar com ele, caso contrário, ele continuará insistindo por muito tempo”.

Como é difícil né? No trabalho eu vi isso a vida inteira e sempre mexeu comigo de uma forma muito diferente do que mexe agora, hoje, além de mãe, estou grávida, chorona, sensível… tudo me emociona! Ver uma criança agarrada na mãe e faltando implorar para que não vá, não a deixe alí, tem me dado nós na garganta imensos. Pensa se com meu filho isso não aconteceria? Lógico!

Mas, eu tenho agido como sempre pedi para as mães agirem: não volto atrás, se ele chegou na porta, irá ficar, mesmo chorando. É muito dolorido, só que a tendência é que deixemos esse período de sofrimento muito menos quando fazemos dessa forma: tanto momentâneo, como a longo prazo.

Quando os filhos nos percebem inseguros, eles estendem o sofrimento, choram e sofrem muito mais por que sentem que isso pode funcionar de alguma maneira ou até mesmo por questionar “qual é o problema para minha mãe/ pai estar tão inseguro em me deixar aqui!”.

No ano passado, fiz um texto, inclusive com vídeo, no qual dei algumas dicas sobre a Adaptação escolar. Se você estiver passando pela mesma dificuldade que estou, cabe recordar deste post para tentar diminuir a fase do sofrimento, tanto para a criança quanto para você.

FORÇA PARA NÓS!!!

Muitos beijos!!!