7 ESTRATÉGIAS PARA SER OUVIDA PELO SEU FILHO

Estou sempre abordando assuntos sobre como disciplinar os filhos agindo positivamente tanto aqui no blog quanto lá no meu canal do Youtube. No final desse post, deixarei alguns links caso você tenha interesse em outros assuntos dentro da Disciplina Positiva.

Há quem critique o método da disciplina positiva e já andei até desmistificando-a em alguns vídeos do meu canal. O fato é que, quando agimos de maneira positiva com nossos filhos, dentre a educação propriamente dita, estamos oferecendo também exemplos de como lidar com situações adversas, agindo positivamente; sem violência, raiva ou ressentimento.

Encontrar estratégias para disciplinar nossos filhos oferecendo confiança e respeito por meio da comunicação ao invés de punições severas tem sido desafiador tanto na prática materna quanto profissional para mim. Desafio esse que agarro dia a dia com unhas e dentes e sempre que posso, trago ideias para facilitar o dia a dia de quem me acompanha.

QUE TIPO DE ESTRATÉGIA POSITIVA PODEMOS USAR PARA UMA CRIANÇA QUE NÃO NOS OUVE?

Se você estiver passando por esse tipo de dificuldade, leve em consideração:

REFLITA: POR QUE MEU FILHO NÃO ME ESCUTA?

Antes de qualquer coisa, é importante tentar entender a causa. Dentro da psicologia nós buscamos sempre o que está por trás do comportamento.

A IDADE DA CRIANÇA:

Dependendo a idade dela, realmente não terá condições de ouvir, interpretar e executar tudo o que é passado para ela. Precisamos levar em consideração a maturidade da criança para disciplina-la. Então, certifique-se de que o que você está pedindo esteja adequado ao nível de maturidade do seu pequeno. Leve em consideração que os acessos de raiva são esperados quando a criança não consegue expor tudo o que está pensando, querendo ou sentindo.

AS NECESSIDADES BÁSICAS DO SEU FILHO ESTÃO SENDO SUPRIDAS?

Não tenho dúvida de que você procura supri-las incansavelmente. Porém, dependendo do que esteja acontecendo, em determinado momento, a criança pode estar manifestando: fome, cansaço, sono, vontade de ir ao banheiro ou de trocar a fralda.

Uma das possíveis razões para que ele não te escute é cansaço, estresse, fome.

Não pense que é algo tão difícil estar no meio das suas tarefas diárias, a rotina gritando na sua consciência, você correndo para dar contar de tudo, acabar por esquecer de detalhes tão relevantes.

ESTÁ ACONTECENDO ALGO DIFERENTE NA VIDA DESSA CRIANÇA NO MOMENTO?

Seu filho te ouvia e de tempos para cá mudou o posicionamento? Observe se está acontecendo alguma outra particularidade com a vida dele. Por exemplo: dentes nascendo, mudança de postura relacionadas a faixa etária, etc.

Quando a criança é pequena, não consegue verbalizar suas dificuldades.

Já com os maiorezinhos, observe se estão passando por algum sofrimento na escola, familiar, mudanças importantes.

Na maioria das vezes, as crianças estão reagindo a situações nas quais estão com dificuldades de enfrentar.

É SOMENTE UMA FASE?

Já ouviu falar no Terrible Two? E na Adolescência? As vezes, a criança está somente testando os seus limites mesmo. Ela precisa se certificar de “até onde eu posso ir”. E acredite! Para eles chega a ser bem divertido verem o que podem fazer conosco.

Meu filho mais novo está com 3 anos de idade e fica tão nítido quando eu peço para ele não espalhar todos os brinquedos, ou guardar um grupo de brinquedos para pegar outros. Quando vejo, ele já espalhou tudo. No momento em que vou conversar com ele, percebo, nitidamente, a dificuldade dele segurar o sorriso. Ele começa conversar e sem querer ele vai soltando sorrisos (safados, rs). Típico e muito nítido de testes para saber “até onde eu falo sério” ou “até onde ele me dobra”.

Essas fases tendem a evoluir e até a passar, o mais importante é que você seja consistente e fale sempre a mesma linguagem para que num determinado momento a sua solicitação internalize.

VOCÊ ESTÁ SENDO RAZOÁVEL?

Uma das coisas mais fantásticas da Disciplina Positiva é o fato de colocar nós pais para uma importante reflexão: Não deixamos de sermos humanos por que somos pais, assim, tem momentos em que estamos errados SIM.

Em alguns momentos, reflita: “Estou exigindo demais?”

“É possível ser mais coerente?”

“Cabe negociação?”

“Isso realmente é importante para o meu filho ou estou somente disputando poder?”

Levar em consideração que possamos estar equivocados, rever nossas solicitações ou até mesmo nos desculparmos quando necessário pode ser riquíssimo para essa relação de confiança mútua e de exemplo de que todos nós cometemos erros e do quanto é importante admiti-los.

Mesmo após levar todos esses pontos em consideração.

COMO POSSO AJUDAR MEU FILHO A ME OUVIR?

1-) NÃO PERCA A PACIÊNCIA:

Eu entendo que em alguns momentos pode ser muito frustrante e desgastante não conseguir atingir nossos objetivos enquanto pai ou mãe, mas perder a paciência é a última coisa que ajudará tanto você como seu filho a evoluir nesse estágio.

Mantenha a calma. Se necessário, afaste-se da situação para recompor suas energias e retorne quando estiver mais tranquilo.

2-) COMUNIQUE-SE:

Procure conversar de maneira apropriada. Desça ao nível dele, olhe nos olhos. Esteja disposto a ouvir também, seja compreensivo.

Quanto mais calmo e tranquilo você estiver, mas fácil será essa comunicação e mais disposta a criança ficará para conversar com você.

3-) EVITE OS GATILHOS:

Conheça seu filho, saiba o que desencadeia os comportamentos a serem evitados, evite sempre que puder. Muitas vezes, pais confundem o fato de “não partirem para o confronto” por “deixar a criança fazer o que ela quer.

Pondere a situação, avalie a necessidade daquele embate, veja se ele pode ser evitado e não coloque seu filho nas situações as quais você tem o conhecimento de que ele não te ouvirá.

Exemplo: Gabriel quer sempre fazer a mamadeira dele. “Mamãe, posso ajudar?” Quando ajuda, derruba o leite fora da mamadeira, então é claro que eu prefiro quando ele “não ajuda” mas quando eu respondo “não precisa”, é um show do choro. Pensando em como não oferecer esse “não” precisa, eu peço que ele “mexa o leite” para mim. Eu coloco as colheres, ele mexe um pouquinho todo feliz. Eu agradeço, tiro a colher dele, termino de mexer e não temos o embate!

4-) USE A ABUSE DO REFORÇO POSITIVO:

Elogie muito os comportamentos que você admira e gosta no seu filho. Não economize esforços para isso. Se você soubesse o poder dessa ferramenta, passaria o dia pontuando as “coisas boas”. Acredite, você quase não precisaria corrigir o que não está bom de tanto que essa criança repetirá “o bom” para te agradar.

Quando você trabalha incansavelmente nesse fator, fica mais fácil cobrar aquele “algo além” deles, por que você será ouvido mais facilmente.

Utilize os “pedidos extras” do seu filho para fazê-lo entender que você também espera algo mais com relação aquela questão “X” que você está com dificuldade. Converse sobre esses assuntos quando está tudo bem, quando vocês estão se ouvindo de maneira positiva.

5-) “A REGRA É CLARA!”

Ótima frase para usar nos esportes né? Por que ela é de fato clara. Porém, muitas vezes, para nossos filhos, a regra não é tão clara assim.

Em casas onde cada hora recebe um comando diferente, uma hora pode fazer aquilo que outra hora não pode somente pelo humor dos pais estar melhor ou pior, fica difícil para a criança aceitar que “agora” ela não pode.

Deixe claro para seu filho o que você espera dele, mantenha expectativas realistas, de acordo com cada faixa etária. Retome constantemente essas regras e expectativas, relembre-o.

Certifique-se também de que eles tenham compreensão das consequências quando não seguirem as regras.

6-) TRABALHE EM EQUIPE:

Educar exige bastante esforço, esteja certo de que pai e mãe estão “jogando no mesmo time”. A linguagem precisa ser única, os filhos precisam de referências firmes para sentirem-se confiantes.

Alinhe sempre o discurso entre pai e mãe, isso é muito importante.

7-) SEJA CONSISTENTE:

Mantenha seu plano consistente. Não mude aos primeiros sinais de frustração. Siga em frente acreditando que irá funcionar. Uma série de coisas precisam se ajustar até que funcione de fato, inclusive a fase “teste” pela criança de que “você irá desistir sim”.

Quando combinarem uma consequência para determinada atitude, não deixe passar, cumpra cada combinado. Cada parte é importante para atingirmos uma mudança de hábito.

Demonstre sempre seu amor, mesmo nos momentos de adversidade. É muito importante que seu filho sinta-se amado e protegido.

Deixe-o saber que você o ama. Perdoe-o por não ter te ouvido e aproveite a oportunidade para motiva-lo a melhorar “da próxima vez”.

Lembrando sempre que o que funciona para uma família pode não funcionar para outra. Então, sempre reveja suas estratégia e aprimore de acordo com o conhecimento que você possui sobre seu filho.

Muitos Beijos!!!

Mais links sobre Disciplina Positiva:

educação infantil

1-) O QUE ESPERA-SE DA RELAÇÃO PAIS E FILHOS?

As crianças vivem o “agora”. Elas não concentram seu tempo no passado nem ficam pensando no que tem para acontecer daqui há alguns dias. Para fazer sentido para a criança todo o seu raciocínio, o bacana é que você consiga expor “no momento” do ocorrido.

Os pais tem por hábito, costumes culturais, ensinamentos absorvidos no decorrer de suas vidas, colocar o foco naquilo que acontece que não foi bom entre eles e a criança, entre algo que a criança tenha feito durante o dia, enfim… O ponto é que a criança fica com a sensação de que o “valor” do dia dela ficou concentrado naquilo que ela “não fez de bom”.

O primeiro convite que venho te propor é que a partir de hoje, você se desafie a olhar para o “lado bom”. Sabe aquela história de que “tudo tem dois lados?” De que o “copo tem um lado meio cheio e um meio vazio?”. Pois bem, de hoje em diante, eu quero que você pare para reparar nas situações do dia a dia de vocês, o que foi feito de “BOM” mesmo nas situações em que você julgar como ruim.

Quando paramos para analisar o “lado bom”, aliviamos o clima existente entre nessa relação pais e filhos.

Educar é um verdadeiro desafio de encontrar um equilíbrio entre o que nossos filhos são e o que esperamos que eles venham a ser futuramente.

Atividade (1): Você já parou para pensar o que espera do seu filho no futuro? Faça esse exercício… Pare uns minutos, pegue um papel e um lápis e liste algumas características e habilidades que você deseja como pai ou mãe que o seu filho tenha bem desenvolvidas no futuro…

Veja se você listou algumas dessas características: inteligentes, emocionalmente estáveis, autoconfiantes, gentis, atenciosos, cidadãos modelo, resilientes…

O problema é que, dependendo do quão focado você estiver em ensiná-los todas essas habilidades, você pode acabar esquecendo de vivenciar o momento atual com eles e não conseguir enxergar quem eles já são.

Agora imagine como pode ser fantástico conseguir enxergar todo esse cenário e a partir de então conseguir identificar seu filho “no momento presente” entender as suas habilidades, peculiaridades e características para educar a partir de então!

Atividade (2): Reserve um tempo para construir uma lista que diga para o seu filho: “Eu gosto de você por que…” LISTE! Em seguida, leia para seu filho e se encante com os resultados. Você vai ver como situações lindas pode surgir a partir dessa lista.

Uma das bases da educação com a qual eu mais trabalho é o RECONHECIMENTO. Muitos pais estão acostumados a dizer para a criança o tempo todo “o que não agrada”. A ideia aqui nessa lista passa a ser reconhecer o que eles fazem que te deixa feliz, agradecido(a), orgulhoso(a).

Nós pais, precisamos entender que não precisamos consertar os nossos filhos. Eles não estão quebrados, eles não precisam de conserto. Quando percebemos que podemos amá-los e apreciá-los pelo que eles são encontramos um acesso para que eles nos ouçam melhor e assim possamos orientá-los cada vez mais dentro desse momento presente.

Eu sempre levo questionamentos para os pais com quem tenho a oportunidade de conversar no sentido de: “Em qual ponto da régua você se encontra?” Imagine uma régua de 0cm a 100cm (por exemplo) na qual qualquer, sim eu disse QUALQUER situação, característica, posicionamento, ou seja, novamente: QUALQUER coisa que esteja nas pontas da régua esteja prejudicando a si ou as pessoas ao seu redor. Algum exemplo???Até água! Pensa na régua e coloca a água na situação. Analisando, se você estiver no 0cm (não tomo água nenhuma) ou 100cm (tomo água muito demasiadamente), você está se prejudicando. Assim será com TUDO, absolutamente TUDO na sua vida. Por essa razão teremos que, como pais também, buscar sempre o equilíbrio. Para que isso aconteça, montei uma espécie de guia básico de “por onde começar” buscar este equilíbrio:

1- DESACELERE:

A sociedade atual vive num ritmo frenético. Caso não liguemos nossos alertas, temos a tendência de transferir toda essa correria para a vida dos nossos filhos fazendo com que eles passem por uma série de tarefas durante o dia, preenchendo a vida deles como “pequenos executivos” com muitos compromissos diários em suas agendas.

Ao apressarmos o dia a dia das crianças com frases do tipo: “vamos logo, tome o café por que temos horário para chegar”; “rápido, coloque os sapatos”; “rápido, cresça”.

Ao diminuirmos o ritmo das nossas vidas, podemos ver quem realmente são nossos filhos, temos tempo de admirá-los e, inclusive, de alimentar o que eu enxergo de bom.

Ao diminuirmos o ritmo das nossas vidas, temos tempo para fortalecer a conexão das nossas relações familiares através do aproveitamento de cada momento em que estamos próximos.

Ao diminuirmos o ritmo das nossas vidas, conseguimos nos divertir com eles ao mesmo tempo em que estamos construindo memórias positivas para o restante de suas vidas.

2- ACEITE! NINGUÉM É PERFEITO:

Você não é perfeito(a), não queira educar seu filho para ser um cidadão modelo. Vá com calma! Caso contrário, ao invés de ser um disciplinador do seu filho, você pode ser tornar o crítico dele já que a linha é tênue.

De repente, num belo dia, você se dá conta de que passa o seu dia apontando somente o que ele está fazendo “de errado”, somente criticando. Quando na realidade, através dos erros, surgem excelentes oportunidades de aprendizado. Dentro da disciplina positiva, os teóricos dizer justamente isso: “Erros são oportunidades de aprendizados.”

Tem pais que chegam num ponto de crítica tão alto que não consegue enxergar que se o filho faz o que se espera dele 80% e não 100% do tempo, ainda sim temos uma criança emitindo, na maior parte do tempo, comportamentos esperados. Porém, ao buscar a perfeição, esses pais tem a tendência a focar nos 20% não atingidos.

O ideal é que você tenha clareza do que espera do seu filho (atividade nº1) para que você consiga focar sua energia e seguir enfatizando esse ponto. Se tentar conseguir TUDO do seu filho, não atingirá os resultados esperados.

3- PENSE NO FUTURO, MAS VIVA O AGORA:

Diferente de nós adultos, as crianças vivem mais no momento presente. Elas não passam os dias delas relembrando aquela época x, y ou z que viveram no passado, nem construindo ou imaginando o que será no seu futuro.

Precisamos nos conscientizar de que para encontrarmos com nosso filhos teremos que estar presentes no hoje, no agora, no já!

Você não precisa de nada muito elaborado para “fazer valer esse momento”! Um “toca aqui” no meio do caminho para casa, uma piscadinha num encontro de olhares, uma dança espontânea no meio da cozinha, uma nota (de reconhecimento) fornecida a toa por um bom comportamento, um bilhetinho de “eu te amo” dentro da lancheira ou estojo… coisas muito simples porém que terão GRANDES significados na vida dos nossos filhos. Nossos filhos buscam o agora, então procure dar esses momento para eles sempre que possível.

4- TENTE OFERECER MAIS “SIM” PARA SEUS FILHOS:

Com que frequência você escuta:

“Me leva no parque?”

“Me dá um sorvete?”

“Podemos andar de bicicleta?”

“Podemos ir à praia?”

Mas como nossas vidas encontram-se naquele ritmo frenético citado no item 1, não nos sobra tempo para proporcionar prazeres simples, porém muito divertidos para nossos filhos.

Assim, tendemos a oferecer muito mais respostas negativas do que positivas para eles. Quando nos atentamos para este aspecto conseguimos selecionar mais momentos para respondermos positivamente e usufruirmos mais de momentos que gerarão memórias deliciosas neles.

Você já parou para analisar como a infância é um período curto? Com pouca idade ainda, por volta de uns 11 ou 12 anos, os “pré adolescentes” já estão trocando muitas situações nas quais antes faziam questão de seus pais por situações para vivenciar com seus amigos. Até você será grato por ter SE proporcionado mais momentos com seus filhos quando essa hora chegar.

5- NÃO CONSERTAR! NÃO ESTÁ QUEBRADO.

Você tem mais de 1 filho? Se tiver, sabe como eles são diferentes em personalidade e características uns dos outros, mesmo crescendo com o mesmo pai, a mesma mãe, a mesma casa… Eles não necessitam de alguém para “conserta-los” eles não estão quebrados. Os pais, normalmente, constroem um ideal de personagem que desejariam nos seus filhos, mas naturalmente, a maioria não atenderá a esse padrão.

Ao invés disso, os filhos necessitam sim de alguém que esteja presente para ESTAR com eles, com um guia, um mentor. Eles necessitam de nós para entender como eles mesmos são e construirmos um relacionamento a partir daí ao invés de transformarmos eles naquilo que desejamos que eles sejam.

6-) TECNOLOGIA, ATÉ ONDE?

Tá aí um assunto que eu considero batido já! Você já teve a oportunidade de assistir o vídeo de uma apresentação escolar na qual os filhos cantam para seus pais num pedido de “desconecte-se”? Vou deixar o link para que você assista por que vale muito a reflexão.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia nos traz um mundo aberto, nos coloca em contato com aprendizados novos durante todo o tempo, nos colocar em contato com amigos, com trabalho, com sabedoria, com crescimento pessoal e profissional… Não sabendo dosar, nos tira dos momentos únicos que estão passando diante dos nossos olhos minuto a minuto e não retornarão mais. Aqui eu incluo o contato e convívio com nossos pequenos. Pense que você está super conectado à tecnologia as custas da conexão com o seu filho.

Desafie-se! Experimente deixar o telefone dentro da bolsa e empurrar seu filho na balança! A conexão nasce a partir da interação, do envolvimento, de momentos de diversão… e não quando estamos conectados à tecnologia.

7-) DISCIPLINE COM MODERAÇÃO!

Quando eu era criança, via-se mais crianças brincando nas ruas. Nos dias atuais “brincar na rua” virou algo raro de se ver. Adultos da minha época lembrarão de ruas por onde passaram na quais seus pais precisavam parar os carros para aguardarem que levantassem uma rede de vôlei para passar ou para que todas as crianças do time de futebol corressem para as calçadas, por exemplo.

Durante o tempo em que essas crianças brincavam nas ruas, estavam “longe” da vista de seus pais, não estavam sujeitas às críticas ou disciplinas em tempo integral como ocorrem nos dias atuais nos quais essas crianças estão na escola ou dentro de casa.

Por estarmos muito próximos, estamos constantemente chamando a atenção deles no sentido: “Não fala isso” “Não diga isso” “Não toque nisso”. Já experimentou contar a quantidade de “nãos” que você oferece num único dia ao seu filho?

Que tal se recordar mais vezes da sua infância mais livre e libertar um pouco mais seus pequenos?

Procure sim guia-lo e protegê-lo, porém não ocupe seu dia inteiro “disciplinando” deixe que eles tenham mais prazer no dia a dia deles.

Pense! Nossos filhos são incríveis e não precisamos dizer constantemente como fazer as coisas da melhor maneira mas aprecia-los como eles são também.

VIVA O MOMENTO! DESFRUTE DE UM TEMPO QUE ESTÁ AÍ AGORA POR QUE ELE NÃO PÁRA NEM REBOBINA!

Muitos Beijos!!!

ADAPTAÇÃO ESCOLAR – SENTINDO NA PELE

Esse ano, mais precisamente logo após o carnaval, iniciamos a adaptação escolar do Gabriel.
Como psicóloga escolar, eu sempre orientei os pais de como agir para que a adaptação escolar ocorresse de maneira suave para os pais, mas especialmente para a criança. Quero dizer para você que a teoria é muito mais fácil do que a prática e nessa segunda adaptação escolar pela qual estou passando só fez aumentar a certeza disso que estou te contando!

Assim que chegamos na escola, no primeiro dia e primeiro contato com esse mundo do Gabriel

 

A primeira semana todinha eu acompanhei meu pequeno na escola, o que tornou o processo um tanto mais tranquilo para ele e para mim pela oportunidade de ver o que ocorre em todos os ambientes da escola durante todo o tempo!

 

Tanto como psicóloga como mãe, eu de fato acredito que esse período em que estamos dentro da escola ajude a aumentar a confiança que depositamos tanto nos profissionais da escola como no ambiente escolar que escolhemos para nossos filhos!

Filmei e fotografei muitos momentos, curti participar e pude vê-lo brincando e demonstrando felicidade no ambiente em que se encontrava.
Essa certeza de que eles estão felizes é extremamente importante para darmos conta do recado nos momentos em que esse processo da adaptação ficar difícil!

 Muitas vezes, vê-los chorando nos deixa com uma sensação de dúvida de “será que estou fazendo a coisa certa?”
“Será que está realmente na hora de ir para a escola?”

Nesses momentos da dúvida, eu reforço a importância da adaptação para que nós pais possamos estar certos de que lá dentro da escola, mesmo durante nossa ausência, essa criança estará feliz!

Passados uns 2 dias da adaptação, Gabriel já não tinha vontade de ir embora no horário sugerido pela escola. Demonstrava querer ficar mais tempo lá brincando e saía chorando. Isso é considerado positivo por que os deixa com a sensação de querer retornar para aquele local.

Eu fiz vídeos para o meu canal que podem ajudar os pais que estiverem enfrentando dificuldades nesse processo de adaptação escolar. Vou deixa-los aqui para você:

Muitos beijos!!!

Eu também dividi meu momento de adaptação escolar lá no meu Instagram enquanto eu estava vivenciando esse momento, vou deixa-lo aqui para que você possa acompanhar as novidades!!!

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CIÚME ENTRE IRMÃOS – TÉCNICAS PARA SOLUCIONAR

Lá no canal Milena Loguercio do Youtube, há algum tempo eu venho abordando o tema disciplina positiva e dando dicas dentro desse tema.

De lá para cá, algumas pessoas me sugerem temas e aos poucos eu tento atender todas as solicitações.fazer site

Tem vários temas sobre “educação dos filhos” aqui pelo blog, como por exemplo:

DISCIPLINAR SEM BRIGAR, SERÁ QUE DÁ?

Entre outros!!!

Dessa vez, trouxe o tema:

“CIÚME ENTRE IRMÃOS – TÉCNICAS PARA SOLUCIONAR”

Procurarei trazer vários temas relacionados à psicologia. Fico à disposição para atender solicitações e até mesmo responder aos seus comentários!!!

Muitos Beijos!!!

DISCIPLINA POSITIVA: ALGUMAS DICAS SOBRE EDUCAÇÃO INFANTIL

Lá no canal Milena Loguercio do Youtube, há algum tempo eu venho abordando o tema disciplina positiva e dando dicas dentro desse tema.

De lá para cá, algumas pessoas me sugerem temas e aos poucos eu tento atender todas as solicitações.

Por aqui, resolvi fazer um apanhado geral do que estou comentando lá dentro desse tema afim de registrar aqui no blog também e estender essa ajuda ao maior número de pessoas possível!

Nesse primeiro vídeo eu conto para você o caminho que a disciplina foi tomando ao longo dos anos e por que a disciplina positiva está no centro das atenções, atualmente:

O comportamento da criança é a ponta do Iceberg, a disciplina positiva vai cuidar da “causa” daquele comportamento para modificar o repertório comportamental inadequado. Falei mais sobre isso nesse vídeo com parte I e II:

Como eu digo no vídeo, trata-se de uma disciplina na qual primeiro nos conectamos com a criança, ensinando-a para depois corrigi-la. Por essa razão, fiz o vídeo:

Quando estamos conectados com a criança a disciplina fica muito mais tranquila. Assim, nesse vídeo, te convido a fazer uma reflexão do por quê não precisamos de “brigas”. O desafio é demonstrar a importância de todo o aprendizado com amor. Por que eu considero um desafio?! Por que algumas vezes cansados ou sem paciência é bem mais difícil a demonstração do amor.

Por isso eu sempre digo que muitas vezes, quando a criança apanha; ao esfriar a cabeça, os pais acabam confessando que os “tapinhas” não foram necessariamente pela edução em si, mas em resposta ao sentimento de cansaço, exaustão, falta de paciência, entre outros…

No vídeo acima também te proponho montar o ambiente de uma forma que te favoreça a falar muito mais “SIM” do que “NÃO”, além disso, você pode dizer “NÃO” sem usar a palavra não, fiz um vídeo para te ajudar nessa questão:

Se tudo que seu filho quer ele chora para conseguir, o que fazer?! Fiz esse vídeo para tentar te ajudar:

Entendo que em alguns momentos nosso comportamento não é exemplar e assim como nos cobramos quando pisamos na bola com a dieta, sentimos quando pisamos na bola com a disciplina positiva, mas afinal de contas, somos seres humanos, isso é algo totalmente esperado, por isso, fiz o vídeo abaixo:

O encorajamento também foi bastante abordado nesse vídeo e “encorajar” funciona muito como motivação para nossos filhos continuarem a melhorar o comportamento!

Espero que esses vídeos te ajudem muito na missão educação e caso queira ouvir sobre outros temas, não deixe de me sugerir nem de seguir o meu canal do Youtube!

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Educação com enfoque positivo

Muitos beijos!!!

A IMPORTÂNCIA DA ROTINA PARA A CRIANÇA

Este assunto é um tanto embaraçoso! Primeiro por que para nós “adultos”, sempre estamos falando em “sair da rotina”, “quebrar a rotina”, “fazer coisas diferentes é bom”, etc, etc, etc…

Porém, quando falamos das crianças, temos que implantar rotina e fazer com que elas sigam. O que eu confesso ser bem difícil para mim, até hoje! Não, não que o Felipe seja uma criança que não tenha os horários de comer, de escovar os dentes, de tomar o banho, de dormir… não é isso! Ele tem sim, mas digo uma rotina completa, incluindo os horários de atividades extras ou em que desligamos a televisão e colocamos outros tipos de brincadeiras para eles… “nos desligamos” e ficamos a disposição para interagir com eles…

Tem horas, que como toda mãe, me cobro de “algumas falhas” nessa rotina, mas o mais importante é termos a consciência de onde é que estamos falhando e tentar corrigir, sempre! Por que a vida é isso, um ajuste diário, não estamos prontos, estamos aprendendo diariamente, por isso, se você ainda não consegue ter uma rotina que considera bacana, não se condene, você pode reajusta-la, aos poucos.

adulto3,1

E por que os especialistas consideram tão importante essa questão?

Você já teve a oportunidade de assistir uma aula numa pré-escola? Juro! É admirável! Muitas vezes passa na minha cabeça assim: “olha que lindo! como tudo funciona redondinho!”

Isso acontece por que NÃO TEM SURPRESAS para as crianças NA ESCOLA. Está tudo programado, planejado; ela já tem o conhecimento do que acontecerá, é só executar. Desde a entrada, até o horário da saída, eles sabem o que vai e COMO vai acontecer.

Implantar a rotina é trabalhoso, SIM, MUITO, mas, uma vez que você o fez, o trabalho não é mais seu, por que ambos já têm o conhecimento do que vai acontecer e, muitas vezes, a criança já começa a dar conta de suas tarefas sozinha, sem ajuda, por que já aprendeu que é assim que funciona.

Agora os cuidados:

Também não podemos tratar a ROTINA como uma máquina padrão, sabe? Precisamos dar a possibilidade de “quebras” e “reajustes”, quando necessário. Por que a criança também não crescer com a ideia de que vive num mundo completamente controlado e que tudo sairá como planejado, quando isso acontece, ela pode ter dificuldades de vivenciar o “novo”. Outra preocupação que existe com aquela ROTINA 100% corretinha é com relação ao excesso de atividade para a criança. Entre colegas, costumamos chamar de mini-adultos aquelas crianças que parecem viver em função da agenda, sabe?

– 8:00h café da manhã

– 8:30h escovar os dentes

– 8:40h às 9:30h brincar no parque

– 10:00h natação

– 11:00h futebol ou balé

– 12:00h almoço

 – 12:30h Escola

 – 17:00h saída da escola (depois de toooda a rotina interna)

– 18:00h judô, inglês, aula de música…

 – 19:30h jantar

  – 20:00h banho

 – 20:30h cama

adulto

Sabe aquela estória dos extremos?

ROTINA 100% = Dificuldade em lidar com o inesperado, com as surpresas do dia a dia.

FALTA DE ROTINA 100% = Difuculdade de adaptação.

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Por isso, é bacana implantar uma rotina e ser flexível nos momentos em que ela precisa ser quebrada! E saber que BRINCAR, BRINCAR, BRINCAR e BRINCAR é muito importante para a criança!

Muitos Beijos!