O VÍNCULO MATERNO

Para encerrar o mês de Maio, mês em que comemoramos o dia das mães, queria falar sobre o “vínculo materno” tão abordado pelos psicanalistas e a sua importância!

De acordo com a citação de Winnicott (2006) (Pediatra e psicanalista): “a dependência da criança para “estar no mundo” é tão grande, que sozinha ela não é capaz de dar conta. E, por conta de tal dependência, filho e “cuidador” passarão por uma série de experiências que permitirão a construção desse vínculo afetivo e a constituição da personalidade da criança. Assim, a mãe (ou “cuidador”) torna-se uma peça chave na elaboração dos estados emocionais da criança, o que influenciará em suas vivências ao longo de sua vida.”

O que eu quero dizer com isso é que falando bonito, ou a grosso modo, o fato é que a MÃE se torna uma “figura de apego”, “figura de segurança”, “figura de apoio”, “figura de acolhimento”. E a presença dessa “figura” e a qualidade dos seus cuidados é que construirão seu modo de relacionar com o mundo exterior.

Você já parou para pensar no peso dessa responsabilidade? O vínculo materno é responsabilidade, é necessidade, é mágico, é encantador.

Este vídeo americano, mostra exatamente o que esse vínculo representa, é único, é lindo, é inexplicável:

Na sequência, o SBT reproduziu a mesma ideia. Mas o fato é que, não importa a cultura, o povo, o lugar; o vínculo materno é o mais puro e o mais profundo que existe!

E eu não queria encerrar o “Mês das Mães” sem mencionar a beleza dessa ligação!

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Muitos Beijos!!!

DEDICO A VOCÊ, FUTURA MAMÃE

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Eu vejo você! Vejo o jeito como você alisa, delicadamente a, sua barriga, vejo o sorriso lindo que arredonda o seu rosto. Recordo-me de quando era a minha vez; dos meus sentimentos, ansiedades, alegrias, inseguranças, medos. Imaginando como será esse serzinho que você carrega dentro de você e chamará de “filho(a)”.

Agora, tenho um filho, e quando te vejo, tenho vontade de lhe dizer:

Esta tarefa será dura, brutalmente dura; haverá noites tão horríveis e você não terá permissão para chorar para dormir; você vai chorar de pé, andando pelos corredores, com um serzinho inconsolável.

Haverá dias em que você se sentirá como uma vaca, literalmente; você gastará suas horas fazendo nada além de amamentar, trocar e dar banho num bebê agitado. Você olhará no espelho, e quase não reconhecerá aquela imagem que ele te devolverá, mas rapidamente, você desviará o olhar, por que já será hora de amamentar, de novo.

Você olhará para seus amigos sem filhos e suspirará. Passará em frente a locais como barzinhos, verá pessoas batendo papo, dando risadas, pensando o quão delicioso seria ter aquela liberdade novamente, para cuidar de si, tomar banho quando quiser, dormir a hora que bem entender, ter alguns minutos do seu dia, para fazer o que tiver vontade. Você imaginará o que o sábado significa para eles, o quão “dormir bem” significa para o ser humano. Você tentará lembrar da época da sua vida na qual você sentira essa sensação, mas os gritos ao fundo, te impedirão de fazê-lo.

Você se pegará em estado de tédio e exaustão, olhará para as paredes desesperada para sair um pouco de casa, mas neste momento, se dará conta da mancha que cresce nas costas do bebê, te lembrando de que precisa correr dar mais um banho.

Por alguma razão, você chegará a conclusão de que tudo isso é a melhor coisa do mundo. Que NADA na vida pode se comparar a beleza da vida que você segura em seus braços. Você se pegará chorando incontrolavelmente por amor. Você finalmente parará de chorar para simplesmente olhar para o milagre que está na sua frente.

Verá algo tão pequeno como um primeiro sorriso e decidirá que agora a sua vida está completa. Conversará na “linguagem dos bebês” quantidades insanas de tempo, e parecerá uma boba quando o bebê balbuciar de volta!

Já não irá se importar tanto para as suas próprias necessidades ou desejos, além de um banho. Sua vida parecerá extinta anteriormente à presença desse ser. Você se perguntará como pôde viver tanto tempo sem essa pessoa. Seu mundo, sua vida, seu TUDO, está agora aqui, deitado no seu peito, respirando em paz, doce, ao seu lado.

Então, volte a alisar delicadamente a sua barriga, querida mamãe. E sonhe. Faça desses sonhos tão grandes e lindos como devem ser. Mesmo acreditando em mim, você nunca vai imaginar o tamanho da indescritível beleza do AMOR que você está prestes a conhecer.

Emocionada, me despeço, até a próxima!

Muitos beijos