COMO SOBREVIVER ÀS PRIMEIRAS SEMANAS DO BEBÊ

(Foto Divulgação: Daniela Margotto)

Durante a minha gravidez, li bastante coisa sobre o assunto, fui atrás de informações sobre parto, confesso que uma das minhas maiores preocupações já que, por querer parto normal, eu ouvia tanta coisa a favor, mas também contra, que queria informação + informação + informação, para ver se amenizava um pouco a minha ansiedade e até meu medo, sim, medo, deste momento.

Preparei a minha casa para a chegada do meu filho, preparei o quarto para ele, as roupas dele (lavei tudo), montei a mala dele, preparei meu psicológico, preparei meu espírito… E como é bom este prazo não é? 09 meses é um ótimo período para todas as preparações, informações, reflexões e até cansaço (físico mesmo), em 09 meses não vemos a hora do bebê chegar, estamos prontas! E foi assim comigo também!

Na maternidade, os bebês costumam ser tão calminhos, tudo funciona como a teoria, estamos rodeadas de pessoas experientes que estão prontas para nos ajudar com qualquer coisa que precisamos. Qualquer mesmo! Tivemos um momento de tensão com meu filho, que engasgou e pensa! “Tão pequenino, o que fazemos?” Não tivemos dúvida, já corremos para o corredor do hospital, e pedimos ajuda para a enfermeira que veio e como num passe de mágica, nos devolveu o Felipe totalmente desengasgado! E ainda agradecemos a Deus pelo acontecimento, por que tivemos a oportunidade de aprender o que fazer, caso viesse a acontecer o mesmo, na minha casa.

A grande questão é que, quando chegamos em casa, parece que o bebê percebe e que ele faz “ploft”, vira outra criança. Começa chorar mais do que antes, começa a dormir menos do que antes, e começamos a ter todas as dúvidas que não existiam anteriormente… E cadê aquela enfermeira pronta para nos ajudar? E eu insisto com a minha pergunta: CADÊ?!!!! rsrsrsrsrsrsrsrs…

Para tentar amenizar a sua dificuldade neste primeiro momento seu, em casa, com seu bebê, quero falar uma pouquinho sobre esses desafios!

O seu bebê dormirá bastante no começo, mas não serão horas de sono contínuas, o que para nós, adultos, pode parecer uma tortura depois de um certo período de privação de sono. Se você gosta de dormir, como eu gosto, você pode utilizar algumas técnicas de sobrevivência:

Desligue-se do restante: Qual é o problema que a pia está com louça, que você não tirou o pijama, que não conseguiu fazer almoço (marmitex é ótimo nessa fase, descubra um local, próximo à você que faça comida com carinho e entregue, e use e abuse nesta fase)…

Programe-se para dormir junto com seu bebê:  Mesmo para as mamães que trabalham fora, existe a “abençoada” licença maternidade, justamente para você adaptar o bebê a “vida fora do útero”, a adaptação é mútua, então, permita-se, deixe o quarto escuro, quando o bebê dormir, você deita também! Caso ainda sim você esteja muito esgotada, e tenha pessoas disponíveis para te ajudar, não tente fazer além do seu limite, peça ajuda! Sua mãe, sogra, irmã, cunhada, amiga… tem alguém se oferecendo para ajudar, qual é o problema em aceitar? Veja, comigo, houve um dia que liguei para meu marido, durante o dia, e falei: “Você pode vir mais cedo para casa hoje? Preciso dormir um pouco”. Pois é, eu nunca me decretei “A heroína”, “A mulher maravilha”, “A super super”.

Não se sinta mal em reconhecer um limite, cada pessoa tem suas habilidades e em contrapartida, suas dificuldades. Não é por que suas amigas “tiraram de letra” que você é obrigada a fazer o mesmo.

Conforte seu bebê: O parto é um momento bastante estressante para ele. Ele tende a permanecer psicologicamente fragilizado por conta de todo o processo em que passou. Como resultado, o bebê tem um desejo inconsciente de retornar à segurança do útero materno. Por isso, vá com calma com as “regras”. Elas são importantes? Sem dúvida! Mas neste primeiro momento, é tudo muito novo para o bebê. Não se preocupe tanto com a possibilidade de estar “estragando-o”. Em vez disso, acolha o bebê, utilize sons (tem bastante aplicativos para celular que trazem esses sons) que o aproximem da sensação que ele sentia no útero. Confortando o bebê, você contribuir para a diminuição dos choros.

Amamentação: Parece que será tão natural quanto a respiração do bebê, não é? Uma atitude tão primitiva, que parece que não precisaremos de maiores conhecimentos para que ela aconteça, pois, desde que o mundo é mundo, os bebês são amamentados. E eu te pergunto: o que as mães faziam anteriormente a produtos como Aptamil e o Nan? Pois é, se você me contar, adorarei saber, já que realmente, não é uma tarefa tão descomplicada assim logo no início! Se informe antes e mesmo com toda a teoria, não deixe de usar e abusar da enfermeira de plantão, durante a sua estadia no hospital! Mesmo fazendo tudo que estou te aconselhando, e ouvindo muitas dicas de amigas, informar com meu bebê nos braços! Quando me peguei com meu peito muito cheio de leite, com pedrinhas se formando, corri para a médica me ajudar com “o quê fazer!”

Fiz um post sobre este assunto, o nome dele é: Dicas para uma amamentação bem sucedida. Se ainda restar dúvidas, não hesite em me perguntar, terei o maior prazer em te ajudar!

Você passará muitas horas por dia oferecendo o peito para seu bebê. Uma boa dica é que em alguns momentos você preste atenção sim por que passa tão rápido e dá tanta saudade de amamentar, acredite! Que é bom que você separe alguns minutos do seu dia para observar o quão magnífico é este ato de oferecer TODO o nutriente que o seu bebê precisa nesse gesto que além de tudo aumenta o vínculo entre vocês. Mas, em outros momentos, eu diria para que você separe alguns livros que queira ler, revistas, meu blog, meus vídeos, controle remoto da T.V próximo, um lanchinho, etc… Coisas que você gosta, que te permitam sentir-se confortável também, enquanto o seu bebê mama, mama, mama, sem parar!

Envolva o papai, faça com que ele participe: Eu entendo que pode ser uma tarefa complicada, agora no início por que além do pai precisar voltar ao trabalho, ele não tem peito, ou seja, amamentação é tarefa nossa!

Mas, quando ele chega do trabalho, ele pode ficar com o bebê no colo, para você tomar 01 banho decente, para você jantar tranquilamente, para você deitar de pernas para o ar (olha que luxo!), mas peça, não espere que seu parceiro adivinhe que esse é o seu sonho de vida, no momento, você terá que dizer SIM. “Ué, não parece óbvio?”. Minha resposta? Nã, nã ni, nã NÃO!!! DIGA!

Outras coisas que o papai pode fazer, nos momentos disponíveis são: esperar arrotar, dar banho, trocar fralda, carinho, simplesmente carregar.

Agora, tem uma coisa, não adianta também, sempre que o papai vir ajudar, você achar que não está bom do jeito que ele está fazendo, e ficar falando na orelha dele: “Faz assim”, “pega aquilo”, “faz assado”… Ele vai cansar, e vai deixar tudo para você por acreditar que do jeito que ele faz, nunca está bom, daí, minha amiga, você ficará bastante SOBRECARREGADA. Mas o que fazer para conseguir segurar a “correção em tempo integral?”: Pense! “Vou ficar sem ajudar”; mude o foco: vá tomar o seu banho, fazer o seu prato; até morda a língua (kkkkkk), mas evite ficar falando o tempo todo que ele não está fazendo direito por que você irá desencorajá-lo a continuar ajudando-a.

Mantenha-se Sã: Em meio a privação de sono, desconforto físico, muitos pensamentos contraditórios, um turbilhão de hormônio trabalhando para seu corpo retomar ao de uma mulher que não está mais gerando um novo ser… até a mais otimista mamãe pode-se pegar em momentos de opressão. Uma boa maneira de sobreviver a esta fase é PRIORIZAR. Decida o que é importante para você agora, por exemplo: amamentar, dormir e ficar com o bebê, e concentre-se nesta tarefa. Desligue do que não pode ser priorizado agora e não se culpe. Permita-se deixar o móvel com pó, por exemplo.

Uma forma de me manter sã que funcionou bastante, era sair de casa. Eu costumava ir para a casa da minha mãe e sogra. Isso me permitia ver a rua, perceber que existia vida lá fora, deixa-las cuidar um pouco do Felipe para eu cochilar…

Prepare-se para todas as cores do arco-íris: o primeiro do cocô do bebê é o mecônio, preto. Quando o bebê começa a se alimentar mais, essa cor começa a sofrer uma variação entre: marrom, verde e mostarda amarela. Não espere fezes sólidas, pois não haverá substâncias para solidifica-la. Uma boa maneira de saber se o bebê está se alimentando bem é observar se lá pelo quarto dia ele já está com um consumo de fraldas entre 4 a 8 por dia. Fazendo cocô entre 3 a 6 vezes por dia e começando a ganhar peso.

Pacote de sobrevivência das primeiras semanas: Você deve ter se preocupado muito bem em ter tudo o que o seu bebê vai precisar: cobertores, mantas, fraldas, roupinhas… Mas e você? Você se preocupou com o que você pode precisar? Seguem algumas sugestões:

Uma garrafa ou jarra de água: Manter-se hidratada é fundamental. Sua amamentação depende disso, mas para você ficar lembrando de ir à cozinha e tomar água de tempos em tempos, pode complicar a tarefa. Tê-la a mão pode ajudar bastante.

Travesseiros extras: Será muito importante o uso de travesseiros ou almofadas para te auxiliar numa amamentação confortável. Lembre-se, você passará boa parte do seu dia exercendo essa atividade.

Absorvente íntimo: Após a saída do bebê, você pode sangrar por várias semanas. Faça um pequeno estoque de absorventes.

Lanchinhos fáceis: Faça uma compra de lanchinhos práticos para você usar entre as refeições. Amamentar, assim como a gravidez, dá bastante fome. Já tive amigas que declararam que sentiram mais fome amamentando do que sentiam enquanto estavam grávidas.

Creme para o bico do peito: Já falei disso no post (Dicas para uma amamentação bem sucedida), mas é sempre bom lembra-la! Já deixe a pomadinha a postos! Eu usei a Lansinoh e foi muito boa, eu sei que existem outras e se você quiser deixar o nome de alguma que tenha utilizado e tenha ajudado, ficará de dica para as outras mamães!

Calma e paciência: Não se desespere! Embora o bebê chore muito, tenha na sua mente que você já irá atender a próxima necessidade dele, respire e tente VOCÊ manter a calma. Se você se apavora por que está tentando fazer algo e ele não para de chorar, você acaba passando mais ansiedade para o bebê que tende a chorar ainda mais. CALMA, um pouquinho ele pode esperar SIM!

Qualquer coisa, estou por aqui! Conte comigo!

Muitos Beijos!!!