DICAS PARA UMA AMAMENTAÇÃO BEM SUCEDIDA

Vou começar contando um pouco de como aconteceu comigo!

Meu filho nasceu de parto normal (sim, sou corajosa, uhuuu, kkkk), e uma das informações que eu tinha lido, é que uma das vantagens do parto normal é que nosso corpo consegue entender que o bebê já nascera e a produção de leite começa logo na sequência. Então, fui toda feliz coloca-lo no meu peito para mamar e, “oh, vamos filho, NADA!” Não foi dessa vez! Mas não foi nem pela falta de leite, por que uma enfermeira, querida, me ajudou, me explicando tudo direitinho de como ficar, como encaixar o Felipe no meu peito, como fazer a “pega”, e me mostrou que eu já estava produzindo o colostro (primeiro leite), etc… Mas, simplesmente, não foi dessa vez!

Ainda bem que a médica me tranquilizou, dizendo que o bebê nasce com “reserva” de alimentação para até, pasmem, 72 horas, caramba! Eu pensei comigo, “ah não, antes disso eu conseguirei, tenho certeza, rsrsrs!”  Ela me instruiu a oferecer, mas se ele não pegar, não precisa sofrer, por que ele não está com fome.

Fomos conseguir somente à noite (meu filho nasceu às 11:21h), e dali em diante, se eu disser para você que tenho alguma lembrança difícil da amamentação, estou mentindo, por isso, quero dividir a minha experiência com você e tentar colaborar para que a sua amamentação seja tão prazerosa quanto foi a minha.

Li muitas dicas na internet, até aquelas que me deixava apavorada de pensar: “comece a esfregar o mamilo com uma bucha vegetal para preparar o peito para a amamentação”. Não fiz nada antes, nada! Mas, contei com uma pomada maravilhosa e uma dica da minha mãe que me faz abrir parênteses:

(Minha mãe não conseguiu me amamentar, fez isso pouquíssimo tempo e disse que o peito dela machucou demais, a ponto de parecer que o mamilo iria cair. Ela conta que o médico mandava ela me dar o leite assim mesmo, mas, além da dor, pensa! Coitada! Ela ainda sentia nojo de dar “leite com sangue” e decidiu abortar a missão, ou seja, eu quase não fui amamentada. Três anos depois, nasceu meu irmão, e ela conheceu uma enfermeira, a qual ela considera um “anjo”, a única coisa que essa enfermeira falou foi: te darei uma dica e você não terá UM ÚNICO PROBLEMA PARA AMAMENTAR, e a dica PRECIOSA foi: “lave o seu peito “APÓS” todas as mamadas”. Então minha mãe disse, mas eu sempre lavo, eu lavava todas as vezes que eu ia DAR O PEITO PARA A MILENA, e a resposta da enfermeira foi: “Mas é aí que está o problema, você só estava protegendo a Milena e não o seu peito”. A explicação da enfermeira foi de que nossa saliva, juntamente com o leite, possuem uma acidez que prejudicam o nosso peito, quando você lava somente antes de dar o peito para o bebê, você não retira essa acidez e deixa o peito muito sensível a ponto de rachar. Assim, sem o uso de NENHUMA pomada, por que naquela época ainda não se usava essas coisas, minha mãe amamentou os meus dois irmãos mais novos!)

Fecho parênteses.

O que você precisa para acabar com o desconforto da amamentação é a pomada Lansinoh:

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E não precisa fazer como eu que comprei um tubo grande, por que usará bem pouco. Ela rende muito e você usa mesmo pelos primeiros 15 dias, algumas mulheres, por um pouco mais de tempo, mas no máximo em 01 mês, seu peito já estará “calejado”, assim, a pequena é suficiente. Ainda mais se você der a sorte que dei e ganhar 01 de brinde da maternidade! RS.

Vale ressaltar que essa pomada pode ser ingerida pelo bebê sem nenhum problema.

E a lavagem: Você tem todo o direito de lavar o peito antes de oferece-lo ao bebê, mas é imprescindível que você o lave APÓS CADA MAMADA.

Seus seios não racharão dessa maneira.

 

POSIÇÃO: O bebê precisa sim estar confortável, mas, nós, mães, também precisamos estar. Se posicione confortavelmente, ache um lugar: poltrona própria para amamentação, sofá, cama, um cantinho; onde você se sinta muito confortável, apoie bem as costas, afinal, você passará grande parte dos seus dias exercendo essa tarefa.

Coloque um travesseiro, ou, aquelas almofadas próprias para amamentação, embaixo do bebê, isso traz o RN para mais perto de você e não cansa o braço neste início. Quando eles estão um pouco maiores, eles ficarão praticamente “sentados” no colo, mas no início, não!

O bebê deve ficar numa posição na qual não precise virar a cabeça para chegar no mamilo (posicione-o com todo o corpo virado para o seu), tanto a boca, quanto o nariz dele precisam estar virados para seu peito. Cuidado para que seu peito não pressione o queixo do bebê.

Tanto você quanto o bebê bem posicionados, a alimentação tende a ser mais eficiente. Caso você esteja sentindo dor, seguindo todos os passos da posição, retire o bebê do peito e inicie novamente.

Depois de algum tempo de prática, você sairá do básico, “da pega robotizada” e juntos encontrarão uma técnica que funcionará para vocês.

A PEGA CORRETA: Chamamos de “pega” a forma como o bebê se encaixa no peito para a amamentação. Depois de um posicionamento adequado, tanto da mãe, quanto do bebê, esse é o item de maior relevância para uma amamentação ideal.

Uma maneira de você fazê-lo “pegar” seu peito corretamente é: encoste o centro do lábio inferior do bebê na parte inferior da auréola do seu seio, isso vai encorajá-lo a abrir a boca (como se estivesse bocejando), quando isso acontecer, aponte ligeiramente o mamilo para o céu da boca do bebê, trazendo o bebê em sua direção.

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Sinais de que está correndo tudo bem:

– O nariz dele está quase tocando o seu peito. Fica um espaço estreito entre o nariz do bebê e seu peito.

– A boca do bebê cobre quase que toda a auréola, e não somente o mamilo.

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Se você notar que a pega está errada, dolorida, e sentir vontade de começar outra vez, coloque o dedo, delicadamente, dentro da boca do bebê e afaste as gengivas, então, comece outra vez.

PARA SABER SE ELE ESTÁ SE ALIMENTANDO: Como eu já ouvi, em consultório, mães com esse tipo de dúvida, até comentei sobre isso no post “Amamentar, uma reflexão sem flores” : http://milenaloguercio.hospedagemdesites.ws/?p=120

Achei legal contar para vocês que tem sim uma forma de saber que o bebê está se alimentando e não somente fazendo o peito de “chupeta”.

Quando o bebê estiver recebendo leite, você consegue ver a mandíbula dele trabalhar, vindo para frente e fazendo o caminho de volta, sentido orelha. Você também consegue ouvi-lo engolir mais rapidamente no início, e mais lentamente no final quando seu apetite já foi satisfeito.

 

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Absorvente

 O USO DA CONCHA DE AMAMENTAR: Para mim, elas foram úteis no início por que nosso organismo está se adaptando à quantidade de leite que o bebê precisa. A concha não deixa o leite molhar nossa roupa e além disso, para mim, ela serviu para o mamilo não ficar em contato com o sutiã, o que dava mais alívio. O que eu fazia era colocar um absorvente (próprio para amamentação) dentro da concha, por que no começo, eu esquecia e algumas vezes eu cheguei a abaixa, para pegar alguma coisa do chão, por exemplo, e aquele leite cair todo no chão. Nada agradável.

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Posicionamento da concha
Eu usei AVENT, mas creio que qualquer uma cumpra bem a sua função!
Eu usei AVENT, mas creio que qualquer uma cumpra bem a sua função!

NÃO DEIXE O PEITO EMPEDRAR: Mais uma vez, por conta da adaptação da quantidade de leite x necessidade do bebê, produzimos mais leite do que está sendo consumido, o que faz o peito “empedrar” nos primeiros dias. Não deixe acumular, sei que dói um pouco, mas massageie bem encima da onde está formando a “pedra”, a tendência é de que ela desmanche, e na sequência você precisa fazer a ordenha, exatamente, como uma vaca, desculpa! Rsrsrsrsrsrs…

Massageando e ordenhando, você torna a amamentação mais fácil.

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Eu cheguei a comprar uma bombinha elétrica (MEDELA) para a retirada do leite, não me arrependi não, mas, usei pouco, então, se você decidir compra-la, tenha em mente que pode acontecer de não usar muito. Em contrapartida, tive uma amiga que precisou “alugar” essa bombinha aqui (no Brasil), e não foi barato.

Se você estiver “ordenhando” para doação de leite, você precisa seguir outras instruções, aqui, estou dando dicas somente para amamentação eficiente, ok?! Podemos até conversar sobre “doação de leite materno” num outro momento.

Agora vem uma dica NOVA. Nova por que não é minha, não cheguei a usar, nem sei se já tinha na época do nascimento do meu filho, mas, você que está em fase de amamentação pode aproveitar mais essa alternativa que uma amiga que está usando me apresentou! Não é seu primeiro filho, e mesmo assim, passou por dificuldades com o bico do seio na amamentação do bebê que chegou agora. Sim, não é por que passamos pela dificuldade 01 vez, que estamos livres. Com o tempo, nosso bico do seio perde o “calo” formado anteriormente, e é tudo novo outra vez…

Na amamentação anterior, ela também não conhecia este produto e fez da forma que apresentei para vocês no decorrer deste post. Mas, dessa vez, conheceu o

MAMARE GEL:

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E me disse que aliviou muito a dor. Trate-se de protetor gel, em formato de disco, que absorve o excesso de líquido, reduz o amolecimento e previne a maceração dos mamilos. Produz ação absorvente, e auxilia no processo de recuperação da pele, tratando fissuras mamárias.

Eu fiquei com uma sensação esquisita quando ouvi dela que este protetor possui “ação absorvente”, por ser um GEL, mas ela confirmou que a informação procede! Me contou ainda que depois de uma semana sentindo dor, sentiu um grande alívio por que, além de tudo, pode ser guardado na geladeira e, ao colocar em contato com o seio, o geladinho traz um conforto ainda maior. Além disso, é econômico, já que pode ser reutilizado.

Outra pergunta que fiz, foi com relação ao “grudar na pele”, questionei o fato de “grudar no bico do seio” e doer no momento da retirada. Ela me garantiu que isso não acontece e que não dói nada para retira-lo.

Se você for fazer seu enxoval no exterior, já acrescente na sua lista!!! Claro que você não encontrará esta marca que ela utilizou, mas encontrará uma marca que eu recomendo:

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PACIÊNCIA: Item que precisa de destaque também, por enquanto é novidade, depois de algum tempo, a tarefa se tornará automática e você exercerá sem nem perceber todos estes detalhes, mas no início, para que você consiga, assim como eu, se apaixonar por amamentação, é muito importante que preste atenção a todos esses detalhes e tenha muita paciência.

Vai na fé! Boa sorte!

Muitos Beijos

AMAMENTAR, UMA REFLEXÃO SEM FLORES

mother breast feeding her babyCada vez mais, as mulheres estão se dispondo a amamentar seus bebês, isso me deixa imensamente feliz, por que para mim, além da infinita importância a amamentação na vida dos nossos filhos, foi algo que eu absolutamente AMEI fazer e senti uma dorzinha no coração no momento de retirar, mas, sempre teremos motivos para pensar sobre os pontos “a favor” e “contra” a amamentação, então, vem comigo:

– O leite materno é o único alimento natural indicado para o bebê;

-A amamentação protege o bebê de infecções e doenças;

– O aleitamento materno proporciona muitos benefícios de saúde para a mãe;

– É de graça;

– Está disponível a qualquer momento para o bebê;

– Já vem na temperatura certa;

– Uma forte ligação física e emocional é construída entre a mãe e o bebê, durante a amamentação;

– Pode trazer uma grande realização para quem amamenta.

O Aleitamento exclusivo é recomendado até o Sexto mês de vida do bebê. Depois disso, o leito materno pode continuar sendo oferecido, porém, combinado com outros alimentos para que ele continue crescendo e se desenvolvendo de maneira saudável. Bebês amamentados têm:

– Menos chances de ter diarreia e vômito, com isso, menos chances de ir para o hospital;

– Menos chances de gripes e infecções de ouvido, com isso, menos chances de ir para o hospital;

– Menos chances de constipação;

– Menor possibilidade de vir a se tornar obeso, e com isso, menos possibilidade de desenvolver qualquer tipo de doença relacionada a obesidade, como por exemplo, diabetes tipo 2.

Qualquer quantidade de amamentação tem o efeito positivo. Quanto mais tempo você amamentar, maior e melhor serão os benefícios para o seu bebê.

Amamentar pode trazer muitos benefícios para as mães também:

– Redução do risco de câncer de útero e/ou ovário;

– Faz com que você consuma naturalmente até 500 calorias por dia;

– Traz economia financeira, uma vez que é seu e que os leites industrializados para bebês costumam ser caros;

– Ajuda a construir um forte vínculo entre você e seu bebê

Mesmo apresentando vários benefícios a respeito da amamentação, já conheci mulheres que detestaram a experiência, sério! E vou relatar um pouco das coisas que já ouvi a respeito do “lado não agradável da amamentação”:

“Amamentação deixa os seios flácidos”: Minha querida amiga, você realmente acredita nessa frase? Por que eu não acredito. Sério, eu acredito que, uma vez que a mulher tenha engravidado, os seios já não serão mais os mesmos. Amamentando ou não amamentando, as grávidas de maneira geral já adquirem seios maiores do que de costume, e somente o fato deles aumentarem, traz uma flacidez natural quando eles retomam o tamanho anterior.

“As pessoas não gostam das mulheres que amamentam em público”: Certo, posso concordar com essa frase, em termos. Porém, nunca saí expondo meu peito na rua, e não deixei de amamentar meu filho. Carregue sempre uma fralda de tecido, uma manta do bebê, ou até mesmo esses acessórios próprios para amamentação que é possível encontrar hoje em dia. No início, a falta de prática, me fazia sempre pedir para alguém fazer uma “cabaninha para mim”, mas com o tempo, você mesma cobre e amamenta! Não é obstáculo!

“Algumas mulheres não produzem leite suficiente”: Quase todas as mulheres são fisicamente capazes de amamentar. No início da amamentação pode ser bem complicado sim, nosso peito produz uma quantidade de leite diferente da necessidade do bebê, os seios podem “empedrar” a ponto de necessitar massagear e desmanchar com as mãos (comumente) .  Vale o aprendizado e prática. Algumas mulheres, não têm é a paciência necessária para esperar o ponto em que essa tarefa fica simples, fácil e, acredite, muito prazerosa!

 “Se eu amamentar, não poderei retomar a minha vida sexual”: Depois da sua quarentena, você é quem decide o melhor momento para retomar as atividades sexuais, e não a amamentação. É só dar uma interditada nesta área por um longo período! Rsrsrs.

Uma época, em atendimento clínico, me marcou muito ouvir de uma pessoa, que aqui denominarei de “X”, coisas do tipo:

“Eu realmente odeio amamentar, não tenho outra definição, odeio! Odeio por que: Amamentar me consome 24 horas por dia, 7 dias por semana. Tenho que amamentar a cada duas horas, meu filho fica pendurado uma hora, em média, no meu peito, o que significa que quando ele termina, está quase na hora de começar tudo outra vez. Me sinto esquisita; com os peitos desse tamanho, eu teria tudo para me sentir uma estrela pornô, sexy e poderosa, mas ao invés disso, me sinto a vaca leiteira. E a dor? Que dor terrível, dói demais, chega a sangrar. Meu corpo ainda não é meu, ao contrário do que imaginei, acreditei que após o nono mês de gravidez, eu teria meu corpo de volta, e contava os segundos para isso, mas, enquanto amamento, meu corpo ainda não é meu. E tirar leite com a bombinha? Afff, prefiro nem dizer nada sobre isso! Fora que não dá pra ter noção de quanto o bebê está se alimentando de verdade. Meu filho mama o dia inteiro, mas eu nunca sei realmente o quanto ele está se alimentando. Será que ele cansa? Será que eu não estou deixando ele com fome? Será que ele está sugando o leite mesmo ou nada? Meus hormônios estão me enlouquecendo! Tenho um marido que me ajuda muito, mas a única fábrica de leite sou eu, não tem como reversar, estou ficando louca. Meu bebê é 100% dependente de mim, é muita pressão, não estou dando conta.”

Então, quanta coisa né! Longe de mim fazer julgamento aqui, mas, estava faltando um acompanhamento psicoterapêutico para essa mãe. Realmente, na prática, tem mulheres que encaram com mais facilidade do que as outras, mas, neste caso especificamente, conseguimos, juntamente às sessões de psicoterapia, fazer com que esta mãe amamentasse os 6 meses e no final do sexto mês, conseguiu sentir muito orgulho de si mesma!

Às vezes, a maior dificuldade que temos no que envolve este assunto, são as nossas expectativas, por isso, cuide bem das suas! Não se pressione demais, vigie e cuide dos seus pensamentos, tenha em mente sim, que é um período de dedicação exclusiva tanto a gravidez, quanto o início da vida do bebê, parece que não vai acabar nunca esse período, mas passa, e sim, você sentirá muitas saudades, então, não pule etapas, VIVA TUDO QUE VOCÊ TIVER DIREITO!

Até a próxima!

Muitos Beijos!